17 de fevereiro de 2021
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    CRITICOU PLANO NACIONAL

    Com ritmo lento, Mendes quer liberação para negociar compra de vacinas

    Até o momento, apenas 3% da população brasileira foi imunizada

    Imagem: governador mauro mendes Com ritmo lento, Mendes quer liberação para negociar compra de vacinas
    O governador Mauro Mendes, que busca liberação para compra de vacinas – Foto: Divulgação/Secom

    O governador Mauro Mendes (DEM) demonstrou preocupação com o ritmo lento de vacinação contra a Covid-19 no País e defendeu medidas mais “arrojadas” no que diz respeito às ações de imunização.

    Conforme o governador, é preciso reconhecer que o Programa Nacional de Imunização é importante e histórico para o Brasil. Mas, neste momento de pandemia, as ações não estão sendo tomadas a contento, tendo uma média de apenas 3% da população brasileira vacinada.

    Ele disse, inclusive, que tentará junto ao Ministério da Saúde, liberação para que o Estado adquira doses da vacina diretamente dos laboratórios.

    Atualmente, Mato Grosso – assim como os demais Estados da Federação – só utiliza as vacinas que são disponibilizadas pelo Ministério da Saúde e que têm chegado ao Estado de forma lenta e gradual.

    “Temos aí uma média de pouco menos de 3% dos brasileiros vacinados. Existe uma segunda onda da doença. Precisamos ter medidas muito mais arrojadas diante do tamanho do problema que estamos vivendo”, argumentou Mendes.

    “A responsabilidade pela compra é do Ministério da Saúde. Porém, alguns estados ou a grande maioria teria condições também, através de suas secretarias, de comprar”, emendou.

    Mendes lembrou que já tentou, sem sucesso, adquirir doses das vacinas diretamente das indústrias farmacêuticas. Os laboratórios são unânimes ao afirmar que só negociam diretamente com a União.

    “Estamos trabalhando, neste momento, apenas com aquilo que o Ministério da Saúde está disponibilizando, mas é muito pouco. A vacina está chegando a conta-gotas. As pessoas estão ficando muito inquietas, irritadas”, afirmou.

    “A população espera muito a vacina, espera se ver livre desse fantasma, desse pesadelo. É um problema de saúde pública gigante e, além disso, um problema econômico e social. Isso é muito grave e nós vamos fazer o possível para minimizar esse impacto na vida das pessoas e na economia brasileira”, concluiu.

    A expectativa é de que nas próximas horas haja uma reunião – de forma remota – entre os governadores do País e o ministro da Saúde, Eduardo Pazzuelo, para tratar do assunto.

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