19 de abril de 2021
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    POLÊMICA DO VLT

    Deputada diz que falar em plebiscito é “vender ilusão à população”

    Proposta vem sendo defendida pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro

    Imagem: Janaina Riva Deputada diz que falar em plebiscito é “vender ilusão à população”
    Janaina Riva – Foto: Assessoria

    A deputada estadual Janaina Riva (MDB) disse que a proposta de realização de um plebiscito para definir o modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande-MT é o mesmo que “vender ilusão à população”.

    A troca do VLT para o BRT – conforme proposto pelo governador Mauro Mendes (DEM) – já foi aprovada pela Assembleia Legislativa.

    O assunto, no entanto, ainda rende polêmica, uma vez que o prefeito da Capital Emanuel Pinheiro (MDB) alega que a decisão foi tomada de forma “arbitrária e unilateral”. Ele, inclusive, é um dos que defende a realização do plebiscito.

    “Não que eu seja contra uma consulta popular, mas vejo que ela pode ser desnecessária. Pode ser que a população opte por um VLT e o governo não vai conseguir entregar. Então, não tem como oferecer algo que você não consegue entregar”, argumentou Janaina.

    “Vejo que falar hoje de um plebiscito é vender uma ilusão à população. Ilusão de que a população pode escolher. Hoje, nem a escolha do governador a gente sabe se vai sair do papel ou não”, emendou.

    A deputada ainda criticou a postura de Emanuel que, neste momento, se opõe à obra do BRT.

    Janaina disse que ele teve tempo suficiente para tratar do assunto enquanto deputado estadual e também nos quatro anos de seu primeiro mandato como prefeito.

    “Agora a decisão pela Assembleia já está tomada. Enquanto representantes da sociedade mato-grossense, entendemos que a questão não é só do que é melhor, mais bonito, mas sim do que é possível fazer neste momento”, afirmou.

    Segundo Janaina, por ora, é muito melhor fazer o que é possível do que imaginar e “sonhar” com um VLT que precisa de mais R$ 2 bilhões e que o governador já deixou claro que não teria condições de fazer.

    “A gente precisa de uma vez por todas resolver o problema de mobilidade em Cuiabá e Várzea Grande. O VLT ainda demandaria de 10 a 20 anos para sair do papel”, concluiu a deputada.