19 de abril de 2021
Mais
    Capa Destaques Deputado diz que críticas contra escolas militares tem “viés político”
    DISPUTA ELEITORAL ANTECIPADA

    Deputado diz que críticas contra escolas militares tem “viés político”

    Sílvio Fávero é autor da lei que regulamenta a expansão do ensino militar no Estado

    Imagem: Silvio Fávero
    O deputado Silvio Fávero, que defende militarização nas escolas – Foto: assessoria

    O deputado estadual Silvio Fávero (PSL) acusou agentes políticos, especialmente os ligados a partidos de esquerda, de politizar o debate em torno da militarização nas escolas públicas do Estado.

    O parlamentar é autor da Lei 11.273, que regulamenta a expansão das escolas militares em Mato Grosso. Na visão dele, as críticas têm o objetivo de atingir o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que também é um defensor desse modelo.

    “Estão preocupados com o presidente da República, antecipando a eleição de 2022. Não tem o que bater e aí a esquerda começa a achar alguma coisa. Só que resolveram ‘bater’ na coisa errada, que são as escolas militares”, disse o parlamentar.

    “Chegou ao ponto de o Sintep tentar cancelar meu projeto, sem ter, sequer, legitimidade pra isso. É uma coisa absolutamente fora do normal”, acrescentou.

    O deputado também classificou como “equivocadas” declarações recentes da deputada estadual Rosa Neide (PT), que é contra a militarização.

    A parlamentar afirmou, entre outras coisas, que a partir do momento em que o policial entra na escola, o professor perde sua autoridade.

    “É triste ouvir uma deputada falar dessa forma a respeito das escolas militares. Essas unidades têm os melhores IDEBs. As críticas da deputada são totalmente equivocadas, ela deveria se inteirar melhor”, afirmou.

    O deputado argumentou ainda que, em qualquer situação a transformação de uma escola tradicional em uma unidade militar é antecedida de uma audiência pública, por meio da qual a população tem a oportunidade de debater a respeito do modelo.

    “A autoridade do professor é preservada. A comunidade é que está fazendo esse pedido. Não estamos fazendo nenhum tipo de imposição. Não sei o porquê desse ‘auê’ todo. Uma discussão que não tem pé nem cabeça”.

    “Não tenho dúvida nenhuma de que esse assunto está sendo politizado. Temos que pensar é nas crianças, em formar líderes e não em levar essa discussão para o campo político. O resultado vira lá na frente”, concluiu.