19 de abril de 2021
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    “CIRCO ARMADO”

    Emanuel rebate Governo e diz que “pequena casta” quer decidir futuro do VLT

    Prefeito voltou a defender a realização de um plebiscito para a definição do modal a ser implantado em Cuiabá e VG

    O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) rebateu as críticas do Governo do Estado em relação à audiência pública realizada na Assembleia Legislativa na última semana, para debater a troca do VLT para o BRT.

    Na ocasião, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho – que participou da discussão por meio de videochamada – classificou o debate como um “circo armado” para defesa do VLT.

    “Vejo que foi uma manifestação de quem não tem o que discutir. Tomaram uma decisão unilateral, não tem nem projeto do BRT. Se limitaram a tentar reclamar da audiência. O tempo que levaram reclamando era o tempo de levantar da cadeira, atravessar a rua e já estavam discutindo e debatendo o assunto na Assembleia”, disse o prefeito, ao ser questionado pela imprensa na manhã desta segunda-feira (8).

    Emanuel voltou a defender a realização de um plebiscito para a definição do melhor modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande-MT.

    Segundo ele, neste momento, nenhum gestor tem legitimidade para tomar uma decisão de forma isolada.

    “Essa decisão tem que ser do povo, através de um plebiscito. Todos sabem minha opinião, sou pró-VLT, mas não sou escravo disso. Quero o melhor à população e cabe ao povo definir”, afirmou.

    “Essa discussão hoje está limitada a uma pequena casta que quer decidir o futuro de milhares de pessoas que dependem do transporte coletivo. Essa pequena casta não anda de ônibus, não anda de VLT. A população é que tem que decidir”, acrescentou o prefeito.

    Emanuel lembrou que a realização de um plebiscito ocorre desde que oito deputados estaduais assinem um pedido neste sentido. A partir daí, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) e o Governo do Estado seriam comunicados, abrindo um prazo de até 90 dias para a consulta.

    Neste período, seriam veiculadas propagandas na televisão e rádio – a exemplo de campanha eleitoral – sobre cada um dos modais, bem como suas vantagens e desvantagens.

    Ao final, a decisão popular definiria o modal a ser implantado nas duas cidades.