16 de fevereiro de 2021
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    Festas e aglomerações varam a madrugada no RJ

    No Vidigal, evento de música eletrônica reunia centenas às 6h30. Na Praia do Leblon, no meio da areia, um grupo festejava por volta das 6h.

    Pela quinta noite seguida neste carnaval, o Rio de Janeiro teve festas clandestinas e aglomeração de pessoas sem máscara, apesar dos esforços da prefeitura em tentar impedir esses eventos.

    Muitas das festas atravessaram a madrugada e continuavam com dia claro, já na manhã desta terça-feira (16).

    Era o caso de um restaurante-boate no alto do Morro do Vidigal, na Zona Sul. Às 6h30, centenas de pessoas se apinhavam em diferentes pistas de dança.

    Imagem: vidigal Festas e aglomerações varam a madrugada no RJ
    Festa eletrônica vira a noite no morro do Vidigal — Foto: Reprodução/TV Globo

    Desde o início do ano, esses espaços estão interditados pela Prefeitura do Rio, e casas noturnas só podem funcionar com clientes sentados.

    O Globocop fez imagens de três andares praticamente sem espaço livre, tamanha a lotação da boate.

    A TV Globo apurou que a casa já tinha sido notificada pela prefeitura por desrespeitar as normas na pandemia.

    O fim de semana no Vidigal também teve aglomeração. Vários bares estavam cheios, e na madrugada de domingo teve show com casa lotada.

    O Bom Dia Rio também percorreu, desde a noite de segunda-feira (15), pontos onde, ao longo do feriado, cariocas se reuniram sem respeitar o distanciamento social.

    Mais uma vez, points boêmios como as ruas Olegário Maciel, na Barra, e Dias Ferreira, no Leblon, estavam lotados.

    A Olegário Maciel chegou a engarrafar por volta da 1h — e muita gente bebia no meio da rua.

    Perto da Dias Ferreira, na Praia do Leblon, no meio da areia, um grupo festejava por volta das 6h.

    Segundo a secretaria de Ordem Pública (Seop), o Leblon é um dos bairros com o maior número de autuações por aglomeração nesse fim de semana.

    Repressão da Zona Sul ao Centro
    A Guarda Municipal foi até uma boate em Copacabana e mandou embora pessoas que esperavam na fila.

    Na Praia de Ipanema, agentes também conseguiram dispersar um grupo na altura da Rua Farme de Amoedo.

    Com policiamento reforçado até com cavalaria, a Lapa ficou vazia na madrugada desta terça de carnaval — até as barraquinhas da Praça dos Arcos estavam desertas.

    Outro ponto típico de festa na cidade, o Largo de São Francisco da Prainha também ficou sem roda de samba ou bloco de carnaval.

    Fim de semana com multidões

    Entre a noite de sexta-feira (12) e a madrugada de domingo (14), equipes da Prefeitura do Rio aplicaram 25 multas e interditaram 14 estabelecimentos por causa de aglomerações.

    O domingo também foi de praias lotadas na Zona Sul da cidade. À tarde, houve uma festa na Ilha da Gigóia, Zona Oeste da cidade. O evento chegou a ser interrompido por conta da fiscalização, mas voltou a funcionar assim que os agentes foram embora.

    Na manhã desta segunda-feira (15), o Globocop flagrou imagens de um baile na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, com uma grande quantidade de pessoas sem máscara e nenhum distanciamento.

    O Globocop também flagrou outro ponto de aglomeração em Costa Barros, próximo a um dos acessos ao Morro da Pedreira, na Zona Norte. Uma festa começou no início da noite de domingo e se estendeu ao longo de toda a madrugada.

    Fiscais da Secretaria de Ordem Pública (Seop), guardas municipais e policiais militares eram desrespeitados abertamente.

    Algumas pessoas colocavam as máscaras, mas as retiravam logo depois que os fiscais se afastavam.

    Além disso, uma pessoa foi presa por desacato e dezenas acabaram multadas por estarem sem máscara.

    Na Rua Mem de Sá, na Lapa, Região Central da cidade, alguns bares também ignoraram as regras estabelecidas na flexibilização.

    Clientes consumiam em mesas bem próximas umas das outras e em pé, ignorando o policiamento reforçado no bairro.

    Em resposta às denúncias que chegam a todo momento, a Polícia Militar enviou uma nota informando que desenvolve ações conjuntas com os órgãos fiscalizadores com o objetivo de coibir a realização de eventos não autorizados.

    “Muito mais que uma uma questão de segurança pública, esta é uma questão de respeito ao próximo”, afirmou a corporação.

    Por toda a orla da cidade, as praias ficaram lotadas. Em alguns pontos, ficou até difícil ver a faixa de areia. No Leblon, o local com aglomeração mais intensa foi o posto 12.

     

     

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