16 de fevereiro de 2021
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    Peru usa exército para barrar a entrada de haitianos no país

    Militares e policiais fecharam a ponte binacional na Amazônia para impedir que 380 migrantes que estão no Brasil cruzem a fronteira

    Imagem: essa3 Peru usa exército para barrar a entrada de haitianos no país
    Polícias e soldados do exército peruano fecham a fronteira com o Brasil – REPRODUÇÃO FACEBOOK/ COMANDO CONJUNTO DE LAS FUERZAS ARMADAS DEL PERÚ

    Militares e policiais peruanos impediram a entrada a partir do Brasil de cerca de 380 migrantes, a maioria haitianos, por meio de uma ponte binacional na Amazônia, informou o Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru.

    “Eles não cruzam para o Peru pela Ponte Iñapari! Em ação imediata, as Forças Armadas e a Polícia [do] Peru estão impedindo firmemente a passagem de migrantes haitianos pela fronteira com o Brasil na [região de] Madre de Dios”, mil quilômetros a leste de Lima, escreveu o Comando em sua conta no Twitter.

    Os migrantes são do Haiti e de algumas nações da África e da Ásia, segundo a Igreja Católica, e estão há quatro dias do lado brasileiro da ponte, enquanto o lado peruano é guardado por policiais e militares.

    Porta-vozes dos migrantes disseram que desejam entrar no Peru, já que pretendem ir ao Equador e aos Estados Unidos, enquanto outros querem retornar aos seus respectivos países, segundo a mídia.

    Por sua vez, o Vicariato Apostólico (equivalente a um bispado) de Puerto Maldonado, capital de Madre de Dios, afirmou que o fechamento das fronteiras decretado no Peru pela pandemia de covid-19 “impede que os migrantes continuem seu caminho” e pediu uma solução para eles.

    “Nossos agentes pastorais na fronteira Brasil-Peru relatam que existem atualmente cerca de 380 migrantes, a maioria haitianos, mas também do Senegal, Burkina Faso, Paquistão, Bangladesh e Índia”, afirmou em comunicado.

    Eles “precisam entrar no Peru para viajar até a região de Tumbes, na fronteira com o Equador, e de lá chegar aos seus respectivos destinos”, acrescentou, indicando que “os migrantes não exigem assistência social de nosso país”, mas “se mostram indignados com o Peru pelo fechamento das fronteiras”.

    O Vicariato indicou que os migrantes podem pagar por seu transporte através do território peruano para chegar ao Equador e instou as autoridades peruanas a “encontrar a fórmula que permita uma resposta imediata a esta emergência, evitando assim um conflito social”.

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