15 de fevereiro de 2021
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    CONTRÁRIO AO VLT

    Presidente da Fiemt vê plebiscito para definir modal como “conversa pra boi dormir”

    Gustavo de Oliveira afirmou que discussão deve ser feita com base em argumentos técnicos

    Imagem: Gustavo de OLiveira Presidente da Fiemt vê plebiscito para definir modal como “conversa pra boi dormir”
    O presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira, que é contra obra do VLT – Foto: Secom-MT

    O presidente da Federação Mato-grossense das Indústrias (Fiemt), Gustavo de Oliveira, classificou como “conversa pra boi dormir” a proposta para a realização de um plebiscito para definir o modal de transporte a ser implantado na Capital e em Várzea Grande-MT.

    A consulta popular vem sendo defendida pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que se opõe a decisão do governador Mauro Mendes (DEM) pelo BRT.

    “Fazer audiência, plebiscito como estão sugerindo, para perguntar o que o cidadão acha que tem que mudar. Olha, mais uma vez, me desculpe, é ‘conversa pra boi dormir’. A gente tem que sentar, olhar os números”, disparou.

    Na avaliação do presidente, o que existe hoje é uma intensa politização em torno do assunto. Ele afirmou que, a partir do momento que o prefeito se coloca contrário à mudança, deveria apresentar dados técnicos e soluções que norteassem a implantação do VLT.

    “Acho que a gente está conversando muito, tendo muita discussão política. Mas, efetivamente, a gente precisa olhar o plano do Estado para implantação do BRT: se é viável, se é exequível, a que tempo acontece, a que custo. E, se a prefeitura de Cuiabá tem outra alternativa, que é manter o VLT, por exemplo, que apresente seu projeto”, argumentou.

    O mesmo, segundo ele, vale para o Governo do Estado. Gustavo de Oliveira defendeu que o Executivo mostre detalhes do plano de implantação do BRT, quanto vai custar, qual será o custo da passagem e o cronograma de obras.

    “Aqui não estou tomando lado de um ou outro. O que quero dizer é que, promover um plebiscito como estão dizendo, sem que a gente conheça tudo sobre os dois projetos: é palpite. E, pra palpite, tem loteria, tem uma série de alternativas para o cidadão palpitar e ganhar alguma coisa com isso sem base científica”, disse.

    Mais viável

    O presidente da Fiemt também afirmou ser favorável à implantação do BRT, por entender que este modal é o que entrega um nível de serviço ao usuário melhor e tem custo mais baixo de implantação.

    “Estamos há seis anos com uma obra que tem um imbróglio judicial gigantesco, dificuldades técnicas. Um projeto muito mal feito, é preciso dizer isso, projeto feito às pressas e que agora vai ser corrigido com um projeto adequado e moderno”, sustentou.

    “Sinceramente, olhando questões técnicas, a gente não vê nenhuma vantagem a favor do VLT neste momento”, concluiu o presidente.

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