13 de maio de 2021
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    Proposta pode garantir autossuficiência do Brasil em vacinas, diz Wellington

    Projeto tem apoio da bancada federal e será discutida hoje em reunião da Anvisa com ministérios da Ciência e Tecnologia, Agricultura e Saúde

    Imagem: wellington coletivaalmt Proposta pode garantir autossuficiência do Brasil em vacinas, diz Wellington
    Senador Wellington Fagundes diz que uso de laboratórios pode baratear e ampliar a produção de vacinas contra a Covid-19.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os ministérios da Agricultura, Saúde e da Ciência e Tecnologia podem decidir nesta segunda-feira (29) o futuro da proposta de aproveitar a estrutura dos laboratórios que produzem vacina animal para ampliar a produção de vacinas contra a Covid-19 no Brasil. O anúncio foi feito pelo senador Wellington Fagundes (PL/MT) em entrevista coletiva concedida nesta manhã.

    Fagundes é o relator da comissão criada pelo Congresso Nacional para acompanhar o enfrentamento da pandemia de Covid-19 no País. Conforme o senador, a proposta de utilização desses laboratórios começou a ser discutida há algumas semanas com representantes da Academia Brasileira de Medicina Veterinária e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).

    Eles acreditam que, havendo autorização do governo Federal, é possível oferecer ainda neste ano até 400 milhões de doses da vacina anti-Covid.

    “Estamos num momento em que todas as ações devem ser de guerra. Já perdemos mais de 300 mil brasileiros e se não tomarmos as medidas corretas de forma emergencial esse número pode dobrar”, alertou ele ao defender a proposta.

    Respondendo a uma pergunta do  Portal AGORA MT, Fagundes disse que a utilização dos laboratórios que produzem vacinas animais não demandará investimentos em adequação do parque industrial. Tudo pode ser feito com segurança, rapidez e custo baixo.

    “Temos três grandes laboratórios com possibilidade de iniciar a produção das vacinas já em 90 dias e o custo será muito mais barato. Os responsáveis por estes laboratórios não têm interesse em concorrer com laboratórios que produzem imunizantes para humanos. Eles querem prestar uma ajuda humanitária”, destacou.

    O parlamentar também explicou que, num primeiro momento, não se cogita a quebra de patentes. “Estamos falando de transferência de tecnologia. O país vai pagar os royalties para os detentores das patentes. Mesmo assim isso custará muito menos para o Brasil”.

    Imagem: vacina covid Proposta pode garantir autossuficiência do Brasil em vacinas, diz Wellington
    Utilização dos laboratórios pode garantir até 400 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 – Foto: Reprodução 

    O representante do Sindan, que também participou da coletiva, confirmou as informações sobre a possibilidade do início imediato da produção desde que haja aprovação do governo Federal. Para Fagundes, a questão agora é de vontade política.

    “Precisamos ter claro que buscar a vacina lá fora está difícil e se continuarmos nessa situação corremos o risco de chegar ao final do ano sem resolver o problema. Sabemos também que a Covid-19 chegou para ficar. Devido as constantes mutações do vírus precisaremos de campanhas de imunização anuais, o que torna fundamental fazer com que o Brasil seja autossuficiente na produção dessas vacinas”, destacou.

    A entrevista coletiva foi realizada no plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, com transmissão simultânea nas redes sociais, na TV e na rádio da ALMT, e a participação de jornalistas de Mato Grosso e de outros estados.

    Ao final, Wellington Fagundes pediu o apoio da imprensa para que a informação chegue a todo o país e se tenha uma resposta rápida por parte do governo Federal.

    A reunião da Anvisa com os representantes dos três ministérios está prevista para acontecer às 14 horas em Brasília. Logo depois, às 16 horas, haverá uma audiência pública do Senado com o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga