11 de maio de 2021
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    Jayme vê DEM “adormecido” e defende preparação para 2022

    Senador ainda fez ressalvas ao desempenho do partido nas eleições municipais

    Imagem: Fabio e Jaime Jayme vê DEM “adormecido” e defende preparação para 2022
    Fabio Garcia e Jayme Campos, alguns dos líderes do DEM em MT – Foto: Reprodução

    O senador Jayme Campos (DEM), ainda que de forma branda, fez algumas críticas ao ex-deputado federal Fabio Garcia, que comanda o DEM em Mato Grosso. Na avaliação do senador, o partido precisa de uma “chacoalhada” já pensando no cenário eleitoral do próximo ano.

    Em 2022, estarão em disputa, os cargos de deputado estadual e federal, uma vaga ao Senado, Governo, além da presidência da República.

    “O partido, com todo respeito que tenho pelo presidente Fabio Garcia, está meio adormecido. Tem que acordar ‘rápidão’, preparando grupo de candidatos a estadual, federal, para não termos surpresas e acabar elegendo poucos”, disse o senador.

    “Tem vaga para senador, governador, vice. Os últimos prazos de filiação são no final de setembro. Temos que nos reestruturar e já fazer o planejamento”, acrescentou.

    O senador ainda fez ressalvas em relação ao desempenho do partido nas eleições municipais do ano passado.

    Segundo ele, apesar de ter feito o maior número de prefeituras em Mato Grosso – 25 no total – o saldo não foi tão positivo em termos de capital eleitoral.

    “Temos que fazer matemática clara. Foram 25 municípios, mas não tivemos nem 100 mil votos. 25 é bom? Muito, mas tínhamos que ter capacidade de eleger municípios com maior potencial em termos eleitoral. Foi bom, mas não era o que estava em nosso radar”, admitiu.

    “Para o partido que tem um governador, um presidente da Assembleia, um senador, tínhamos que fazer muito mais. Tínhamos que ter eleito mais prefeitos e vereadores. De qualquer forma, foi satisfatório. Agora é aguardar os encaminhamentos e, no máximo até 30 março fazer algo, sob pena de não ser bem sucedido nas eleições de 2022”.

    Questionado sobre uma eventual reeleição do governador Mauro Mendes, o senador afirmou que o colega não tem tratado a respeito do assunto e que essa definição deve ocorrer somente no próximo ano.

    “A reeleição do Mauro é uma questão de foro íntimo. Ainda não vi nenhuma manifestação dele a respeito disso. Ano que vem ele decide se será candidato. Agora está preocupado em fazer gestão pública e acho que ele está corretíssimo”, concluiu.