16 de maio de 2021
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    Mãe também sente prazer |Agora Mulher

    Como ficou a sua vida sexual depois da Maternidade?
    Nos primeiros meses após o nascimento do bebê a mãe e o filho vivem um estado quase simbiótico, sendo natural que o desejo sexual não esteja tão presente, pois ela está muito focada na maternidade e nos cuidados com o bebê.
    Nesse momento é necessário muito companheirismo entre o casal e compreensão, principalmente do parceiro, que precisa respeitar esse momento de tanta mudança que a mulher está passando.

    Não podem esquecer que a sexualidade é a base do relacionamento, que propicia intimidade e prazer. Quando ela não está presente pode gerar vários problemas como separações, traições ou um afastamento tão grande entre o casal, que acabam se tornando quase irmãos ou mãe e filho.

    Alguns casais após o nascimento dos filhos até passam a se chamar de pai e mãe. Isso é crucial para a perda do interesse sexual e afastamento entre os parceiros.
    A sexualidade é vital para um relacionamento, representa a continuidade da vida e o desejo sexual, a vontade de viver, enquanto que o prazer é aquilo que precisa ser alimentado dia a dia para não morrer. Num relacionamento a dois quanto mais se estimular o prazer, mais vai se fazer presente.

    Muitas mulheres depois de terem filhos se tornam apenas mães, acabam esquecendo o papel de esposa e principalmente da sexualidade.
    E quando se fala em sexo e maternidade existem vários fatores que podem interferir nesse estímulo, começando pelo vínculo mamãe-bebê, as mudanças na produção de hormônios, em questões práticas da vida, mudanças no corpo ou até das crenças familiares de que o sexo é sujo ou indecente.

    A vida sexual ativa é muito importante para a saúde e bem-estar da mulher, por isso não pode ser esquecida mesmo após o nascimento dos filhos. É importante para a saúde emocional, mental e física dela, devendo ser estimulada pelo casal, inclusive com a divisão de tarefas para que a mulher se não se canse tanto.
    O sexo é bom e o fato da mulher se tornar mãe, não transforma o ato sexual em algo ruim ou pecaminoso.

    As crenças em torno da sexualidade de acordo com Berth Hellhinger, no livro, no centro sentimos leveza: “O pudor em nomear nosso ato mais íntimo e em desejá-lo, como o mais importante e mais próximo numa relação conjugal, decorre certamente de que, em nossa cultura, o ato do amor entre o homem e a mulher é considerado por muitos como algo indecente, como uma necessidade indigna. Entretanto, é a maior realização humana possível.”

    Essas crenças geralmente são passadas de geração para geração e estão fixadas no subconsciente da mulher ou até do homem, que deixa de ver a parceira como mulher, mas apenas como mãe de seu filho, tirando completamente o interesse sexual pela companheira.

    É importante observar que o tempo pode variar de uma mulher para outra, por isso não se culpe, caso caminhar em outro ritmo, porém não se acomode também.
    Deixar de ser a super-mulher que consegue fazer tudo sozinha pode ajudar a diminuir o cansaço, por isso incluir o parceiro nas tarefas com o bebê vai ajudar muito. Afinal ele também tem interesses e a responsabilidade da volta da vida sexual é dos dois.

    Façam isso a dois, esbanjem da cumplicidade, resgatem a paixão e tenham uma vida plena e feliz, afinal a maternidade é uma bênção e de forma alguma deve ser encarada como um empecilho para a vida do casal.

    Imagem: Mãe também sente prazer |Agora Mulher