20 de abril de 2021
Mais
    Capa Destaques Secretário diz que, em poucos dias, MT terá exaurida capacidade de UTIs
    PANDEMIA SE ALASTRA

    Secretário diz que, em poucos dias, MT terá exaurida capacidade de UTIs

    Na manhã desta segunda (1º), ocupação estava em aproximadamente 87% em UTIs adulto

    Imagem: Gilberto Figueiredo Secretário diz que, em poucos dias, MT terá exaurida capacidade de UTIs
    O secretário Gilberto Figueiredo, que citou preocupação com aumento de ocupação em UTIs – Foto: Da assessoria

    O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, prevê um cenário de caos na saúde pública de Mato Grosso, especialmente em razão do aumento da ocupação de leitos de UTI adulto exclusivos à Covid-19.

    Na manhã desta segunda-feira (1º), a ocupação estava em aproximadamente 87%, segundo informou o governador Mauro Mendes (DEM).

    “É uma futurologia difícil. Muito provavelmente, nos próximos dias, vamos exaurir a capacidade”, disse o secretário, ao ser questionado sobre um possível colapso no sistema.

    “Outra coisa que precisa ser entendida pela população é que o universo substancial de internados em enfermarias pode evoluir para UTIs. Então, em alguns hospitais, é preciso ter vaga reservada de UTI para o paciente que já está internado em enfermaria. O que piora um pouco o cenário”, emendou Figueiredo.

    Segundo ele, em questões de dias, as pessoas, provavelmente, só terão a sua disposição leitos de enfermaria nos hospitais.

    O secretario citou que Mato Grosso dispõe hoje de quase 500 leitos de UTI exclusivos à Covid, que beiram a lotação máxima. Em relação às enfermarias, são 876 no total.

    “Temos 1370 leitos cativos para atender pacientes Covid. No Centro-Oeste, proporcionalmente, para cada 100 mil habitantes, Mato Grosso é o estado que tem maior proporão de leitos. Só que, infelizmente, é impossível atender toda demanda”, disse.

    Ainda segundo o secretário, mesmo com os esforços do Governo não há muito espaço para a abertura de novos leitos, em razão de uma série de condicionantes.

    Entre as quais: falta de profissionais da saúde, falta de equipamentos e ausências de instalações propícias.

    “O esforço que ainda temos para poder ampliar alguns leitos se resume a aproximadamente 50 leitos. Daí, a preocupação em restringirmos um pouco mais a mobilidade da população”, concluiu.