17 de abril de 2021
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    IMPACTOS DA PANDEMIA

    Botelho critica agro: “nada em berço esplêndido e ignora a fome”

    Deputado diz que comércio e setor de eventos "pagam conta" da crise sanitária

    Imagem: Eduardo Botelho scaled Botelho critica agro: “nada em berço esplêndido e ignora a fome"
    O deputado Eduardo Botelho, que fez duras críticas ao setor do agronegócio

    O deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) fez duras críticas ao segmento do agronegócio em Mato Grosso, por entender que os empresários do setor estão ignorando a situação de penúria enfrentada por boa parcela da população, em razão da pandemia.

    Ele chegou a mencionar que, quando é preciso lançar nomes a cargos públicos, o setor se une e, rapidamente, levanta os recursos que se fizerem necessários. O mesmo, no entanto, não acontece em um momento que muitos mato-grossenses convivem com a fome.

    “Quais pessoas vão perder emprego e vão pagar [o preço da pandemia] enquanto outros estão nadando em berço esplêndido? Não gente, tem que fazer uma distribuição de renda para o bem de todos”, disse o deputado.

    “Na hora que eles reúnem pra escolher um candidato a senador eles são bons. Reúnem, levantam dinheiro, aí eles são ‘os caras’. E elegem mesmo quem quiserem. Agora, não é hora também de eles virem à frente e fazer uma grande campanha para arrecadar recursos para ajudar os pequenos, as pessoas que estão passando fome? Vamos abrir essa conversa”, emendou.

    Botelho citou que a fome tem assolado o País neste último ano, sobretudo nesses primeiros meses de 2021, situação que não é diferente em Mato Grosso.

    Segundo ele, o Estado é um dos estados mais ricos da federação, proporcionalmente e, mesmo em meio à crise econômica, teve ganho nessa pandemia.

    “Mas ganhos para poucos. Teve ganho para uma parcela de empresários, sobretudo, os que mexem com agronegócio. Mas a maioria está passando fome sim. Quero aproveitar esse momento também para conclamar e fazer chamamento dos empresários do agro”, ressaltou.

    “Estamos vivendo seguinte situação: quem está sofrendo mesmo essa pandemia são os comerciantes, setores de eventos. Esses sim estão pagando por todos. Ora, se eles estão fechados, parados, não é para o bem de todos? É. Então é justo que todos paguem essa conta? Ou só eles vão pagar?”, questionou o paramentar.