02 de agosto de 2021
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    INVESTIGAÇÃO

    CPI vai ouvir Queiroga e ex-ministros da Saúde sobre combate à Covid-19

    Marcelo Queiroga, Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello começarão a ser ouvidos na terça-feira (4) como testemunhas; presidente da Anvisa também foi convocado

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    Senadores definiram primeiro roteiro para tomada de depoimentos na CPI da Covid – Foto: Ag. Senado

    A CPI da Pandemia aprovou hoje (29), em sua segunda reunião, a convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e dos três ex-ministros da pasta no governo Jair Bolsonaro: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello. Eles começarão a ser ouvidos a partir de terça-feira (4).

    Também foi aprovado requerimento para convocações do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres. Todos vão comparecer ao Senado na condição de testemunhas.

    Na terça-feira, serão ouvidos Mandetta e Teich. O depoimento de Pazuello, que esteve mais tempo no comando do ministério desde que a pandemia começou, está marcado para quarta-feira (5). Na quinta (6), será a vez de a comissão parlamentar de inquérito ouvir Marcelo Queiroga e Antônio Barra Torres. A CPI investiga as ações do governo e o uso de verbas federais na pandemia de covid-19.

    REQUERIMENTOS
    Até o início da manhã desta quinta-feira, o sistema do Senado indicava que 288 requerimentos já haviam sido apresentados pelos senadores. Ao longo da reunião, porém, mais de 300 já estavam inseridos no sistema, incluindo pedidos de convocação e informação.

    Senadores da base governista pediram durante a reunião que as sugestões de convocação da oposição e do governo sejam aprovadas e ouvidas de forma alternada.

    O senador governista disse Ciro Nogueira (PP-PI) defendeu a ideia, mas a proposta foi refutada pelo relator da Comissão, Renan Calheiros  (MDB-AL). “Intercalar, não. Temos que apreciar os requerimentos. Não dá para fazer acordo com isso”, afirmou.

    O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), falou em sistematizar os pedidos, muitos deles “repetidos”, e disse que o colegiado vai ouvir todos com transparência e de forma “técnica”.

    “Todos os requerimentos serão apreciados. Seja ministro, seja governador, seja prefeito, presidente de empresa. Eu não acredito que um senador vai se prestar a fazer um requerimento só para protelar”, disse.

    Diferentemente do que pediam senadores da base governista, as reuniões serão semipresenciais. Marcos Rogério (DEM-RO) defendeu que todas as sessões da CPI sejam obrigatoriamente presenciais, mas o pedido foi rejeitado.

    “É possível, com toda a tecnologia, fazermos acareações, audiências públicas, reuniões secretas, tudo o que a gente precisar. A tecnologia nos permite isso”, disse o senador Rogério Carvalho (PT-SE)