16 de maio de 2021
Mais
    Capa Notícias Brasil Mais de 400 mil kits de intubação começa a ser distribuído em...
    SAÚDE

    Mais de 400 mil kits de intubação começa a ser distribuído em SP

    Mais de 60% das cidades de São Paulo e outros dez estados estão com estoques críticos de medicamentos por causa da pandemia

    Imagem: HOSPITAL LEITOS UTI COVID CORONAVIRUS FOTO DIVULGACAO AGENCIA BRASIL Mais de 400 mil kits de intubação começa a ser distribuído em SP
     Foto: Agência Brasil

    Com estoques em situação preocupante, cidades de São Paulo começaram a receber neste sábado (17), cotas de kits de intubação doados por empresas privadas. O lote destinado ao Estado é de cerca de 407,5 mil kits, com medicações necessárias no tratamento de pacientes graves de covid-19.

    Ao todo, mais de 2,3 milhões de medicamentos de intubação orotraqueal foram importados pelo grupo de empresas, composto por Petrobras, Vale, Engie, Itaú Unibanco, Klabin e Raízen. Os kits foram doados ao Ministério da Saúde, responsável por repassar cotas para as 27 unidades federativas do País.

    Os medicamentos saíram da China e desembarcaram no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, na sexta-feira (16). Esses remédios garantem que o paciente seja intubado sem sentir dor e sem tentar arrancar o tubo em reação involuntária.

    Segundo o governo Jair Bolsonaro, a política de divisão teria considerado uma série de critérios. Entre eles, o consumo médio mensal e o atual estoque informados por Estados e Distrito Federal.

    Pelo menos onze estados admitem que estão com os estoques dos chamados kits de intubação em níveis críticos ou abaixo dos patamares recomendáveis, incluindo São Paulo, Rio e Minas, conforme mostrou o Estadão. Na maioria dos casos, a previsão é de que os itens armazenados durem mais quatro a cinco dias, de acordo com o consumo.

    Nesta semana, o Estadão informou, ainda, que o Ministério da Saúde está com dificuldades para refazer a reserva técnica dos remédios. Nota técnica da pasta do dia 12 informa que o governo tentou comprar doses para seis meses, mas só conseguiu 17% do planejado. Hospitais em cidades paulistas – como São Sebastião, São Carlos e Pirassununga – chegaram a restringir o atendimento de pacientes por falta de remédio.