18 de junho de 2021
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    POSSÍVEL 3ª ONDA

    Com taxa de 29%, MT tem pior isolamento do país: “parece não existir pandemia”

    Secretário alertou para nova alta no número de ocupação de leitos de UTI

    Imagem: Gilberto Figueiredo Com taxa de 29%, MT tem pior isolamento do país: “parece não existir pandemia”
    O secretário Gilberto Figueiredo, que alertou para possível terceira onda da doença – Foto: Assessoria

    O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que Mato Grosso figura hoje na pior colocação no ranking que mede os níveis de isolamento social no País.

    O alerta foi feito na manhã desta segunda-feira (24), quando o gestor voltou a citar a iminência de uma terceira onda da Covid-19 no Estado.

    “Hoje, o nosso nível de isolamento social é o menor do país, em torno de 29%. Não há taxa pior no Brasil que a de Mato Grosso”, disse Gilberto.

    “Temos alguns eventos nesse momento que nos levam a acreditar numa possibilidade de ampliação de casos aliado a uma flexibilidade no comportamento da população que parece se comportar como se não mais existisse a pandemia”, emendou.

    O secretário alertou que, após alguns dias de baixa nos números de casos e mortes pela doença, Mato Grosso voltou a apresentar números alarmantes da pandemia.

    Outro fator que enseja preocupação, conforme ele, diz respeito à ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados à pacientes com o vírus, que também vinham em queda, mas voltaram a apresentar alta.

    “Temos em Mato Grosso um período de estabilidade alta, desconfortável. Não afirmar efetivamente [que já estamos na terceira onda], mas algumas condicionantes indicativas apontam para isso”, explicou.

    “Um exemplo já claramente identificado em nossos boletins é o aumento da taxa ocupação de leitos UTI, que são indicadores muito importantes pra nós. E que o alerta máximo acende. Chegamos, na segunda onda, a um nível de curva descendente em que tivemos 74% de ocupação. Ontem já chegamos a 86%, percentual que começa a trazer preocupação”, acrescentou.

    Ainda segundo o secretário, neste cenário, a população terá que conviver com as oscilações – as referidas ondas – e torcer para que o programa de imunização acelere e busque a chamada imunidade de rebanho.