21 de junho de 2021
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    EM SÃO PAULO

    Coveiros são suspeitos de realizar comércio clandestino de ossos humanos

    Comércio ilegal que acontece em cemitérios de São Paulo foi descoberto pelo núcleo de jornalismo investigativo da Record TV

    Imagem: Tumulo aberto Coveiros são suspeitos de realizar comércio clandestino de ossos humanos
    Reprodução

    A Polícia Civil investiga um esquema de comércio clandestino de ossos humanos feitos por coveiros de alguns cemitérios do Estado de São Paulo. A polícia chegou a apreender dois fêmures e um crânio que foi negociado pelo Núcleo Investigativo da Record TV.

    Em um primeiro momento, após receber denúncias sobre a negociação dos ossos humanos, a reportagem iniciou uma conversa no cemitério São Sebastião, que fica no Centro de Suzano, na região metropolitana de São Paulo.

    Já no cemitério da capital paulista, a reportagem abordou um homem que trabalhava como jardineiro. Ele disse que o assunto relatado era para ser tratado na administração, sem entrar no local, mas ver com “os coveiros que se vestem de azul”.

    Localizado, o funcionário fez algumas ponderações, diz que muitos policiais já estiveram no cemitério se passando por estudantes e dizendo que queriam comprar ossos e que tal prática era crime. Mesmo desconfiado, o coveiro pediu um contato para retornar e iniciar a negociação.

    O contato foi feito no mesmo dia e a reportagem passou uma semana negociando com um homem, supostamente coveiro, e marcou a compra dos três ossos pelo valor de R$ 3.500.

    Imagem: ossos humanos Coveiros são suspeitos de realizar comércio clandestino de ossos humanos
    REPRODUÇÃO/RECORD TV

    Com local e horários marcados, policiais da 1º Delegacia da Saúde, do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), foram acionado e fizeram uma diligência no ponto de encontro.

    Chegando no local, os policiais, que estavam disfarçados, avistaram um suspeito com uma sacola de mercado nas mãos. Ao perceber a movimentação, o rapaz deixou a sacola de lado e correu. Na sacola haviam os ossos, supostamente humanos, negociados pelo reportagem.

    O material foi apreendido pelo DPPC e, depois, enviado à perícia para a constatação se eram ossos humanos. E a polícia as investigações para identificar os suspeitos.