24 de junho de 2021
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    CPI da Pandemia ouvirá especialistas sobre uso da cloroquina

    Depoimentos estão marcados para quarta-feira (02); senadores vão ouvir médicos e cientistas favoráveis e contrários ao uso do polêmico medicamento

    Imagem: cloroquina CPI da Pandemia ouvirá especialistas sobre uso da cloroquina
    Mesmo descartado pela OMS, medicamento ainda é receitado no Brasil para tratamento e prevenção da Covid-19 – Foto: Reprodução

    A CPI da Pandemia promove na quarta-feira (2) uma audiência pública para ouvir médicos e pesquisadores contra e a favor do uso de drogas como a cloroquina no “tratamento precoce” contra a covid-19. O encontro está marcado para as 9h.

    Para falar contra, foram convidados os médicos Clovis Arns da Cunha e Zeliete Zambom. Ele é professor de Infectologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. Ela é professora da Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic (DF) e presidente Sociedade Brasileira Medicina de Família e Comunidade. Os requerimentos foram apresentados pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Pandemia.

    Para defender o tratamento, a comissão deve ouvir os médicos Francisco Eduardo Cardoso Alves e Paulo Márcio Porto de Melo. Alves é especialista em infectologia e presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social. Melo é especialista em neurocirurgia e presidente dos departamentos de Neurocirurgia Vascular e de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Os requerimentos são assinados pelos senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Jorginho Mello (PL-SC) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

    O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), explica que a comissão deve realizar duas audiências públicas para ouvir especialistas contra e a favor do tratamento da covid-19 com drogas como a cloroquina.

    A data do segundo debate ainda não foi oficialmente divulgada, mas Aziz explica que já há acordo entre os parlamentares para a realização dos encontros.

    “O que nós acertamos é que teremos duas sessões para ouvir duas pessoas que apoiam o tratamento com cloroquina, ivermectina e outros remédios e dois cientistas e profissionais capacitados que são contra. Duas sessões. Então, serão quatro a favor e quatro contra. Foi isso que ficou acordado. Isso foi consenso”, explicou.