16 de junho de 2021
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    CONTRA AULAS PRESENCIAIS

    Em assembleia no dia 31, professores podem deflagrar greve

    Profissionais definiram pela continuidade das aulas em sistema remoto

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    Presidente do Sintep, Valdeir Pereira, que é contra retorno presencial – Foto: Sintep

    Profissionais da educação pública de Mato Grosso têm uma assembleia geral marcada para o próximo dia 31, oportunidade em que pode ser deflagrada uma greve geral.

    A categoria é contra o retorno às salas de aulas, tal como anunciado pelo secretário de Estado de Educação, Alan Porto. Foi definido que, a partir do próximo dia 7, a volta se dará na modalidade híbrida.

    Os profissionais já tiveram uma assembleia na última semana – de forma virtual – e definiram pela continuidade das aulas em sistema remoto.

    Segundo eles, o retorno não deverá ocorrer sem a vacinação e completa imunização dos profissionais, com as duas doses da vacina contra a Covid-19.

    “Nossa orientação é pelo trabalho remoto, em casa, e que as escolas se mantenham fechadas. Contamos com a mobilização de cada um e cada uma na defesa da vida”, afirmou o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira.

    A categoria alega, entre outros pontos, a falta de infraestrutura das unidades educacionais do Estado, além da falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s).

    Ainda durante a assembleia, os professores ressaltaram informações da própria secretaria de Estado de Saúde, dando conta de que Mato Grosso pode já estar vivendo uma “terceira onda” da pandemia.

    Eles citaram informações dadas à imprensa pelo secretário Gilberto Figueiredo, apontando um cenário de aumento de casos e mortes pela doença, além de uma nova alta da taxa de ocupação dos leitos de UTIs destinados à pacientes Covid.

    “O governo quer nos colocar no abate. A situação [de retorno as aulas] é inviável diante da pandemia e, ainda pior, para receber estudantes, diante dessas condições”, concluíram os profissionais.

    A rede pública de ensino no Estado está com as atividades presenciais suspensas desde março do ano passado, quando foram tomadas as primeiras medidas na tentativa de frear o avanço e contágio do vírus.