21 de junho de 2021
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    BATALHA PELA VIDA

    Mães de bebês prematuros relatam medo, força e superação durante a pandemia

    "Foi desesperador, tínhamos medo de tudo, se ela iria sobreviver, se teria alguma sequela, era um medo do inesperado, porque não tínhamos como adivinhar o que estava por vir", conta Flávia

    O Dia das Mães é uma data repleta de importância e significados. Em tempos de pandemia, as mamães de bebês prematuros têm muito a celebrar, com histórias de amor incondicional e superação. Referência em Mato Grosso, o Hospital e Maternidade Femina abriga uma coletânea dessas histórias entre mães e filhos que emocionam e comovem.

    Um dos exemplos é da mãe da pequena Rafaela, Flávia Barros. Moradora de Diamantino, Flávia precisou viajar para Cuiabá e adiantar o parto em quase três meses devido ao diagnóstico de trombose placentária, sofrida após contrair Covid-19.

    “Foi desesperador, tínhamos medo de tudo, se ela iria sobreviver, se teria alguma sequela, era um medo do inesperado, porque não tínhamos como adivinhar o que estava por vir”, conta Flávia.

    Imagem: Bebes prematuros Mães de bebês prematuros relatam medo, força e superação durante a pandemia
    Reprodução

    A pediatra e neonatologista Fernannda Pigatto Vilela, diretora-técnica da Femina, explica que na segunda onda de infecções por Covid-19 em Mato Grosso, muitas gestantes contraíram a doença, que evoluiu para gravidade e aumento na taxa de internações nas Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) das mães. Consequentemente, ocorreu a necessidade de interrupção precoce da gestação, levando à complicações inerentes da prematuridade extrema.

    “A placenta é o órgão que ajuda na oxigenação do bebê, na verdade, intraútero os pulmões não são utilizados com essa finalidade. Então, quando temos algum fator, como a trombose placentária, que impede a circulação e oxigenação do sangue e do feto, isso leva a um atraso do desenvolvimento do bebê. Ele não ganha peso de maneira adequada e nos casos mais graves, entra em sofrimento com risco de óbito”, esclarece a médica.

    Depois de 85 dias internada na UTI Neonatal da Femina, Rafaela, que nasceu em janeiro desse ano com apenas 815 gramas, recebeu alta hospitalar. Na companhia da irmã Ana Beatriz, as meninas são a alegria da mamãe Flávia e do papai Almir Rogério. “O nosso sonho é que ela prospere, que cresça, que seja uma pessoa do bem, tenha essa força que teve desde quando nasceu”, emociona-se a mãe.

    Outra mamãe que comemora a vitória da filha é a técnica em Agrimensura, Priscila Viviane Alencar Campos Paxeco, moradora de Cuiabá. Mãe da Tabata Rebeca, nascida prematura, com 29 semanas, em fevereiro desse ano, a pequena acaba de completar três meses de vida. Ela recebeu alta da Femina em abril.

    “Passar o primeiro Dia das Mães com a minha filha é um sentimento maravilhoso, de vitória, de alegria. Agradeço primeiramente ao papai do céu, que sempre esteve ao nosso lado, nos carregando no colo, mesmo a gente não vendo e nos trazendo paz e calma”, expressa Priscila.