16 de junho de 2021
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    ASSEMBLEIA GERAL

    Professores definem mobilização e greve contra portaria da Seduc

    Em assembleia geral do SINTEP-MT, categoria aprovou calendário de mobilização e exigiu revogação que determina retorno das atividades presenciais antes da imunização contra a Covid-19

    Imagem: valdeir sintep Professores definem mobilização e greve contra portaria da Seduc
    O presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, disse que medidas do Governo ameaçam a saúde e a vida de alunos e trabalhadores. – Foto: divulgação

    Os trabalhadores da Educação decidiram manter o teletrabalho, mas aprovaram um calendário de mobilizações que prevê a paralisação das atividades caso o Governo não revogue a portaria 333/2021 – que determina o retorno das atividades presenciais. As decisões foram tomadas ontem (21) em Assembleia Geral do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) e valem para todos os municípios.

    Conforme o calendário de atividades, no dia 31 a categoria fará uma mobilização em todo o Estado e já podem nesta data convocar uma assembleia geral para discutir o início da paralisação.

    “Dependendo da insistência do Governo com esta portaria nós apontamos para a necessidade de já indicar a deflagração de uma greve por tempo indeterminado. Não aceitamos essa decição do Estado de Mato Grosso de colocar a vida dos profissionais em risco com o retorno das atividades nas unidades escolares”, disse Valdeir Pereira, presidente do Sintep-MT.

    O sindicato diz que está aberto a negociação, mas adianta que o retorno de qualquer atividade presencial só será possível após a vacinação e completa imunização de todos os trabalhadores da Educação. “A escola não é um ambiente seguro e o próprio secretário estadual de Saúde alerta que estamos na iminência de uma terceira onda da doença”, diz Valdeir.

    A categoria voltará a se reunir através do Conselho de Representantes nos dias 05 e 06 de julho, para avaliar a situação. No dia 07 haverá nova assembleia geral para votar o início da greve.

    “Não estamos apontando pela suspensão imediata das atividades porque respeitamos nossos estudantes. Queremos manter o atendimento aos estudantes mesmo com as dificuldades das atividades remotas. Mas não queremos nossas vidas em risco”, concluiu Valdeir.