13 de junho de 2021
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    Secretário de Saúde culpa município por falta de Coronavac em Rondonópolis

    Secretário Estadual de Saúde disse que não vai 'mentir para a população' e culpou município por falhas na vacinação em Rondonópolis

    Imagem: Gilberto Figueiredo Secretário de Saúde culpa município por falta de Coronavac em Rondonópolis
    O secretário Gilberto Figueiredo, disse que município não fez bom planejamento e houve descontrole – Foto: Assessoria

    A falta de Coronavac para concluir a imunização das pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante em Rondonópolis é consequência direta da conduta adotada pela Secretaria Municipal de Saúde. A afirmação é do secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo. Segundo ele o município errou ao não fazer a reserva de vacinas e não procedem as justificativas apresentadas pelo secretário de Saúde de Rondonópolis, Vinicius Amoroso.

    “Houve falta de planejamento, descontrole. Essa alegação de que vacinou pessoas de outros municípios não procede. Se tivesse vacinado pessoas de outras cidades, mesmo assim, a segunda dose deveria ter sido preservada”, afirmou.

    Figueiredo disse que o próprio Vinicius Amoroso admitiu as falhas, durante reunião realizada ontem (25) em Cuiabá com a presença de deputados estaduais e vereadores de Rondonópolis.

    Na oportunidade, foi apresentado um pedido de envio de mais 6.520 doses para atender as pessoas que estão aguardando o complemento da imunização com Coronavac.

    “(houve) Um erro de 6,5 mil doses, pela segunda vez consecutiva. Estamos falando em mais de 10 mil doses e quem sofre com isso é a população”, disse ele referindo-se ao fato de que na semana passado o município havia afirmado que as 4.550 doses enviadas pelo Estado seriam suficientes para atender a demanda.

    MINISTÉRIO DA SAÚDE
    Gilberto Figueiredo descartou relação entre a falta de vacinas existente agora e a orientação emitida em março pelo Ministério da Saúde para que os municípios utilizassem todas as vacinas disponíveis. A orientação foi revertida no último dia 24 de abril, quando o novo ministro, Marcelo Queiroga, voltou a recomendar a reserva de doses para garantir o complemento da imunização.

    “Depois disso (da nova orientação) o Ministério já mandou as doses para suprir as faltas e o problema aconteceu novamente”, afirmou.

    “Tive um ‘papo reto’ com o secretário (Vinicius Amoroso). Disse que não vou ficar omitindo, dando desculpas esfarrapadas e mentindo para a população. Não é mais falha do ministério, é falha operacional”.

    Segundo Figueiredo Cuiabá e outros municípios enfrentam problemas da mesma natureza e correm o risco de terem de responder aos órgãos de controle por tomarem decisões não alinhadas ao plano nacional de imunização.

    Apesar de condenar a conduta do município, Gilberto Figueiredo garante atenderá a solicitação de Rondonópolis assim que o Estado receber nova remessa de Coronavac.

    “Quando chegarem as doses vamos garantir, mas descontaremos isso nas remessas seguintes. Não podemos favorecer o infrator, mas a população também não pode ser prejudicada”, concluiu.

    As declarações de Gilberto Figueiredo foram dadas em entrevista ao programa de rádio ‘Passando a Limpo’.

    OUTRO LADO
    O secretário de Saude de Rondonópolis, Vinicius Amoroso, negou que tenha havido descumprimento de normas técnicas. “Não criamos regras, não imunizamos profissionais que não estavam no plano. O que fizemos foi adiantar a vacinação após a conclusão dos profissionais de segurança”.

    “O grande problema do Brasil é não ter vacina. Se fosse uma questão só de Rondonópolis não estaríamos vendo os mesmos problemas em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e em vários outros municípios do país”.