03 de agosto de 2021
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    Bolsonaro volta a defender voto impresso no Brasil

    Presidente alega que sistema traz maior confiabilidade à votação

    Imagem: Bolsonaro Bolsonaro volta a defender voto impresso no Brasil
    Presidente Bolsonaro – Reprodução

    O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que, caso o Congresso aprove, o Brasil terá voto impresso. O tema é uma das bandeiras do chefe do executivo federal, que defende que o sistema traz maior confiabilidade à votação, visualizando sua campanha à reeleição.

    “Só na fraude o 9 dedos volta [fazendo referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, virtual adversário do presidente em 2022]. Agora se o Congresso aprovar e promulgar, teremos voto impresso. Não vai ser uma canetada de um cidadão como esse daqui [apontando para o celular] que não vai ter voto impresso, pode esquecer isso daí”, afirmou Bolsonaro a apoiadores em frente ao Palácio do Alvorada, na manhã desta segunda-feira (21).

    Imagem: Luís Roberto Barroso
    Ministro Luís Roberto Barroso – Foto: internet

    A tese é rebatida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, que aponta que o sistema por urnas eletrônicas é auditável e confiável, além de defender que não haveria tempo hábil para estruturar o sistema de voto impresso até a eleição de 2022. Ele vê retrocesso na possível adoção da medida, mas já afirmou à comissão especial que discute o tema na Câmara que se o Congresso aprovar a medida e o Supremo Tribunal Federal (STF) referendá-la, fará de tudo para cumpri-la.

    Em 10 de junho, disse durante transmissão ao vivo semanal pelas redes sociais, Bolsonaro fez menção direta a Barroso e criticou a possibilidade de judicialização da medida.

    “Tenho visto o ministro Barroso me criticando: ‘Vamos ter problemas se tiver voto impresso’. Que problema o quê, Barroso?”, argumentou o presidente. “Que negócio é esse de judicializar o voto impresso?”, disse Bolsonaro. “Não tem cabimento isso. Se o Congresso aprovar o voto impresso, vamos ter eleições com voto impresso e ponto final, não se discute mais esse assunto. Ponto final. Cada um de nós deve respeitar a Constituição e o Parlamento brasileiro.”