13 de junho de 2021
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    RONDONÓPOLIS

    Comércio estima crescimento de 30% nas vendas no Dia dos Namorados

    O setor de roupas e confecções é o mais otimista

    O comércio de Rondonópolis prevê incremento nas vendas para o Dia dos Namorados neste ano de  2021. Embalado pelos bons resultados de maio, com o Dia das Mães, o setor varejista local calcula crescimento entre 10% a 30% nos chamados itens presenteáveis ao longo desta semana (na comparação com o mesmo período em 2020), como mostra a mais recente sondagem realizada pela CDL junto a seus associados.

    Do ramo de roupas e confecções é que parte o sentimento mais otimista. “Estamos com a expectativa de aumentar em 25% o número de vendas. É uma data que comumente as vendas tendem a dar um ‘up’”, analisa um entrevistado. “A venda de agora não é como uma de fim de ano, onde a família procura comprar. No Dia dos namorados, o cliente vai investir um pouco mais em produtos diferenciados, qualidades e marcas de boa reputação”, projeta.

    Como base, o comércio varejista de Rondonópolis tem como meta os números obtidos ainda em 2019, antes da pandemia. “Estamos usando (como base) o ano de 2019 e em termos de crescimento equiparar já é um bom resultado. Além disso, os números obtidos no Dia das Mães deste ano nos dão uma boa perspectiva para este início de junho”, analisa outro lojista entrevistado.

    O menor índice de crescimento apontado na sondagem ainda é positivo: 10% de incremento na comparação com 2020, em especial junto a lojistas do ramo de móveis, eletrodomésticos e artigos eletrônicos.

    “Com ressalvas”

    Em meio ao atual momento da pandemia em nível local, há lojistas atentos às mudanças ocasionadas pelo aumento das medidas restritivas no comércio. “Até este momento, não existe nenhuma restrição no horário de funcionamentos, sobretudo no sábado -data que cai o Dia dos Namorados-, mas é claro que estamos atentos. O sentimento ainda é o de retomada da nossa economia e, ainda que com interações sociais mais reclusas, as pessoas querem presentear. Por isso, todos os lojistas com os quais conversamos disseram ter se preparado para esta data, comprando mais e abastecendo seus estoques”, afirma um entrevistado. “Estamos, como se diz, com um olho no peixe e outro no gato, atentos aos números da economia sem nos desligarmos dos índices diários desta pandemia no município. Por isso, há uma boa perspectiva de negócios, mas com suas ressalvas neste 2021”, completa.

    Bons preços

    Consenso entre os lojistas entrevistados na sondagem CDL, os preços tendem permanecer acessíveis ao bolso do consumidor. “A pressão sobre os preços está se acomodando, não deve haver inflação nas lojas”, afirma um lojista. “Esta é uma semana para sermos flexíveis. Oferecer bons preços, prazos e condições de pagamento será tarefa essencial ante o atual momento”, diz.

    Nacional

    Em nível nacional, de acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), realizada em parceria com a Offer Wise Pesquisas, 58% dos entrevistados pretendem comprar presentes no Dia dos Namorados. Para este ano, a expectativa é de que sejam injetados cerca de R$ 18,3 bilhões na economia.

    Quando a pesquisa investiga quem será a pessoa presenteada, o esposo ou a esposa aparecem em primeiro lugar (66%), enquanto 31% pretendem presentear os namorados. Entre aqueles que afirmaram que não vão presentear porque estão sem dinheiro, não vão encontrar o(a) namorado(a) ou estão desempregados, 56% citam haver influência da pandemia.

    De acordo com o levantamento, 56% dos consumidores garantem que devem comprar um único presente, enquanto 30% pretendem adquirir dois ou mais itens.

    De modo geral, a pesquisa mostra que a maior parte (38%) dos entrevistados deve gastar a mesma quantia que no ano passado, enquanto 27% projetam desembolsar mais e 23% pretendem diminuir o valor gasto. Em média, o consumidor brasileiro deve desembolsar R$ 196,13 com os presentes do Dia dos Namorados, sendo que esse valor aumenta para R$ 244,62 entre as pessoas das classes A e B. 68% pretendem pagar a compra à vista e 29% parcelado.

    Neste ano, os presentes mais procurados por quem vai presentear devem ser as roupas (40%), empatadas com perfumes, cosméticos e maquiagens (40%), calçados (20%) e bombons e chocolates (19%). Completam o ranking os acessórios (17%), as joias/semijoias (16%) e flores (13%).

    Quanto ao local de compra, 35% pretendem comprar a maioria dos presentes na internet, um aumento de 17 pontos percentuais em comparação com 2019; 24% em shoppings centers, com queda de 8 pontos percentuais na comparação com 2019 e, principalmente, os entrevistados das classes A/B; e 10% em lojas de rua.

    Na hora de escolher o local de compra, 43% afirmam que são influenciados pelo preço, 36% pela qualidade dos produtos, 32% pelas promoções e descontos e 24% pelo frete grátis. De acordo com o levantamento, 78% dos consumidores pretendem fazer pesquisa de preço, sendo que 81% costumam pesquisar na internet, principalmente em sites/aplicativos (70%, sobretudo sites de varejistas e os sites e/ou aplicativos de busca). Já 66% vão fazer pesquisa por canais físicos, com destaque para as lojas de shopping (46%) e lojas de rua (28%).

    O principal local da comemoração do Dia dos Namorados esse ano será em casa, apontado por 55% dos entrevistados, sobretudo os casados, enquanto 18% pretendem jantar fora e 9% em um hotel/motel.
    Em relação aos preparativos para o 12 de junho, 72% pretendem comprar algum produto ou serviço para se preparar para a data, sendo principalmente roupas (39%), perfumes, cosméticos e maquiagem (25%) e lingeries e peças íntimas (19%).

    Para impressionar o parceiro, muitos consumidores não veem limites e até ignoram os compromissos financeiros já assumidos. A pesquisa mostra que 27% dos entrevistados que pretendem comprar presentes irão às compras mesmo com contas em atraso. Entre esses, 64% estão com o CPF negativado em serviços de proteção ao crédito. Além disso, 9% deixarão de pagar alguma conta para comprar o presente da pessoa amada.

    Os dados revelam ainda que 31% reconhecem gastar mais do que podem na compra de presentes para o parceiro. As justificativas para ultrapassar os limites do orçamento passam pelo desejo de agradar o cônjuge ou namorado (31%), por achar que o parceiro merece (30%) e pelo desejo de impressionar (17%).