21 de junho de 2021
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    Escola estadual no Parque Universitário tem risco de desabamento

    Situação da escola Professora Amélia de Oliveira Silva será debatida em reunião do Conselho Deliberativo hoje a noite; Seduc-MT ainda não se pronunciou sobre o assunto

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    Problemas no prédio da escola são antigos e comprometem a segurança de alunos e servidores – Foto: Divulgação

    Muros que não oferecem proteção, estruturas metálicas expostas que podem causar ferimentos graves e paredes que ameaçam desabar a qualquer instante. Esta é a situação da Escola Estadual Professora Amélia de Oliveira Silva, localizada no Parque Universitário em Rondonópolis. A Secretaria Estadual de Educação ainda não tomou providências e tem exigido que todos os funcionários continuem trabalhando no local.

    A reportagem teve acesso a um relatório técnico realizado em janeiro deste ano pela Construtora Brilhante Ltda, a pedido da Seduc-MT (veja abaixo). Os técnicos da empresa constataram a existência de fissuras, trincas e até rachaduras dispostas a ângulos de 90° e na diagonal, além da presença de recalques no piso que comprometem a segurança do pavilhão.

    As rachaduras ocorrem numa grande extensão, atingindo a cozinha, a área de limpeza e também as salas dos professores e da coordenação pedagógica. O relatório técnico feito em janeiro já alertava que se os problemas não fossem solucionados em médio grau de urgência poderiam “ocasionar riscos à vida humana e perda total da edificação”.

    A diretora da escola, Vânia Maria dos Santos, disse que uma equipe da Seduc-MT chegou a visitar as instalações e reconheceu a gravidade do problema. Também  admitiram que não era possível resolvê-los com os recursos emergenciais da unidade.

    “Houve a sugestão de interditar o pavilhão até que fosse feita uma reforma. Eles prometeram que dariam mais orientações e achávamos que iriam aproveitar esse período da pandemia para fazer a obra. Porém não compareceram. A situação hoje é até mais grave, pois com o passar do tempo as rachaduras aumentaram. O risco aumenta a cada dia”, alerta a diretora.

    “Como a portaria 333/2021 da Seduc-MT obriga o retorno de 100% dos profissionais, todos estão indo. Não estamos atendendo estudantes, nem no plantão pedagógico, por causa dos problemas. Mas ficamos preocupados com o que pode acontecer”.

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    Rachaduras estão presentes em todo o pavilhão e já houve rebaixamento do piso – Foto: Reprodução

    Vânia assumiu a direção da escola em janeiro e em abril voltou a cobrar um posicionamento da Seduc-MT. Num ofício assinado também pelo presidente do Conselho Deliberativo da Comunidade Escolar (CDCE), Mário César Barbosa da Cruz, foi relatado o agravamento dos problemas e solicitado um plano de execução de obras. Quase dois meses depois a Seduc-MT ainda não enviou respostas.

    Procurada, a Secretaria Estadual de Educação não havia se posicionado sobre o assunto até o fechamento desta reportagem.

    CONSELHO DELIBERATIVO
    A falta de segurança decorrente dos problemas na estrutura será um dos temas da reunião que o Conselho Deliberativo da escola realizará hoje, as 18 horas.

    Os representantes dos pais, alunos, professores e a direção da escola vão discutir também o aumento de casos de Covid-19  e a possibilidade de retorno das atividades presenciais, no sistema híbrido, proposto pela Seduc-MT.

    Conforme Vânia Maria dos Santos, várias pessoas da comunidade escolar foram contaminadas pela Covid-19 no início do ano, na primeira tentativa de retomada das atividades presenciais. No momento há registro de apenas um funcionário contaminado, mas existe o temor de que a situação se complique com o retorno das aulas presenciais.

    “Como gestora iniciante fico preocupada, sem saber com o que lidar: se cuido da estrutura física ou se me dedico a questão da vida. É muito triste ver profissionais contaminados e, ao mesmo tempo, uma escola com problemas estruturais que põe em risco a vida de todos. Não estamos pedindo luxo, estamos pedindo apenas o básico”, disse Vânia.

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    Laudo técnico feito em janeiro já apontava risco de desabamento; gestores da escola reforçaram pedido de providências em abril – Foto: Reprodução