18 de junho de 2021
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    EDUCAÇÃO

    Estudantes podem perder 20% na aprendizagem escolar na pandemia, indica pesquisa

    Baixo rendimento interfere na renda futura dos estudantes

    Imagem: FOTO 5 Estudantes podem perder 20% na aprendizagem escolar na pandemia, indica pesquisa
    Foto: Divulgação

    Com o retorno das aulas presenciais ainda incerto em muitas escolas brasileiras e com déficits na educação a distância, os prejuízos são grandes para os alunos do ensino médio que podem concluir a formação básica escolar com 20% a menos de aprendizado em Português, conforme projeção da pesquisa “Perda de Aprendizagem na Pandemia”, do Núcleo de Ciência Pela Gestão Educacional do Insper e Instituto Unibanco.

    A pesquisa “Perda de Aprendizagem na Pandemia”, divulgada nesta semana, foi feita com base nos números calculados de acordo com a escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Conforme a pesquisa, estudantes que iniciaram o último ano do ensino médio em 2021 têm com cerca de 10 pontos a menos na proficiência nas disciplinas de Português e Matemática, e a perda pode ser ainda maior, chegando a menos 16 pontos caso o ensino remoto seja mantido por mais tempo.

    A consequência vai além do ambiente acadêmico, interferindo na renda futura dos estudantes que podem deixar de ganhar cerca de R$20 mil ao longo da vida, segundo a pesquisa, baseada na estimativa que um ponto a menos em proficiência reduz o salário em 0,5%.

    Para reduzir os danos à aprendizagem em, pelo menos 35%, o estudo indica possíveis soluções como: dobrar o engajamento dos estudantes, adotar o ensino híbrido ao longo de todo o 2º semestre de 2021, adaptar currículos e acelerar o aprendizado.

    “É preciso ter uma visão intersetorial, interdisciplinar. Para trazer estes alunos de volta e dar bolsa de estudos para eles, criar incentivos para ficarem. Outra ideia é aperfeiçoar a proposta do 4º ano do ensino médio, mas com estímulos para que os alunos queiram permanecer mais um ano estudando”, opina o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques.