03 de agosto de 2021
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    Mendes critica tratamentos distintos a vacinas contra Covid-19

    Anvisa impôs uma série de condicionantes para liberação do imunizante russo

    Mauro Mendes
    O governador Mauro Mendes, que criticou tratamento diferenciado para vacinas – Foto: Secom-MT

    O governador Mauro Mendes (DME) criticou o tratamento dispensado pelos órgãos federais no que diz respeito a liberação de vacinas no País contra a Covid-19.

    Há alguns meses, Mendes – e outros governadores – tentam a aquisição da vacina russa Sputnik V.

    Após muitas críticas e pressão por parte dos gestores, a Anviso liberou o uso emergencial do imunizante somente para alguns estados brasileiros e, ainda assim, com uma série de condicionantes.

    Por outra lado, a vacina Covaxin do laboratório indiano Bharat Biotech recebeu aval de forma mais ágil e hoje, inclusive, coloca o governo federal em meio a suspeitas de crime na negociação do imunizante.

    “A gente fica triste quando vê que outras vacinas não receberam o mesmo tratamento. Essa que está sendo objeto de alguns questionamentos [Covaxin] nos últimos dias, o Governo comprou sem nenhum tipo de liberação da Anvisa”, afirmou Mendes.

    O governador disse que tem evitado entrar em polêmicas que envolvam questões relativas à aquisição dos imunizantes.

    De todo modo, afirmou que Mato Grosso continuará trabalhando para “vencer a burocracia imposta pela Anvisa e tentar comprar essa vacina para os mato-grossenses”.

    Preço contestado

    Um dos motivos de suspeitas levantados em relação a compra da Covaxin diz respeito ao custo do imunizante.

    Ela é a mais cara dentre as vacinas compradas pelo governo brasileiro. Cada dose saiu por US$ 15, quatro vezes mais alto que a Oxford/AstraZeneca, que sai por US$ 3,65.

    As vacinas da Pfizer (1º contrato) e da Janssen saíram por US$ 10, por exemplo.

    Mendes disse não ter muitos detalhes sobre o assunto, mas defendeu a apuração de eventuais irregularidades.

    “Tomei conhecimento disso rapidamente pelos noticiários. Da forma que é relatado, parece que é algo que, no mínimo, tem que ser investigado. Porém, não tenho elementos para fazer nenhum juízo de valor. É melhor deixar as autoridades competentes cuidarem do caso”.