15 de junho de 2021
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    Rondonópolis permanece em ‘risco alto’ e suspende reunião sobre restrições

    Prefeitura não informou motivo e nem nova data para a próxima reunião do Comitê Gestor de Crise; dados apontam estabilização no avanço da pandemia e ocupação de UTIs é o maior problema

    Imagem: retaguardaUTI Rondonópolis permanece em 'risco alto' e suspende reunião sobre restrições
    Registro de novos casos está diminuindo, mas ocupação de UTIs ainda causa preocupação – Foto: Assessoria/Ilustrativa

    A Prefeitura de Rondonópolis decidiu não realizar nesta terça-feira (01) a reunião do Comitê Gestor de Crise para avaliar mudanças no decreto que regulamenta as restrições no município. Continuam valendo as normas editadas na semana passada e não houve anúncio de uma nova data para a reunião do Comitê.

    A informação sobre a não realização da reunião ocorreu no fim da tarde, após a divulgação do novo Painel Epidemiológico de Mato Grosso. O documento aponta um agravamento da pandemia no Estado, mas manteve a cidade classificada no nível de ‘risco alto’ para Covid-19.

    A Prefeitura temia que houvesse um novo agravamento na classificação de risco, o que tornaria inevitável a decretação de um lockdown.

    Além de não haver piora no levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde, o município também tem registrado uma desaceleração no registro de novos casos da doença.

    De domingo(30/05)  até esta terça-feira foram 52 registros, sendo que nas últimas 24 horas houve apenas cinco confirmações de novas contaminações por Covid-19.

    PREOCUPAÇÃO CONTINUA
    Apesar dos dados indicando uma certa estabilização do avanço da pandemia, membros do Comitê Gestor de Crise alertam que Rondonópolis tem ainda muitos casos ativos e as unidades hospitalares continuam em colapso. Esses dados também são levados em conta na definição de restrições visando à prevenção.

    Pelo terceiro dia consecutivo os 60 leitos de UTIs públicos e também os ofertados na rede privada estão completamente ocupados.

    Há fila de pacientes aguardando por vagas e risco de desabastecimento de medicamentos utilizados no tratamento de pacientes em estado grave – o chamado ‘kit intubação’.

    Também não houve queda na curva de óbitos. Nas últimas 24 horas mais três pessoas morreram vítimas de Covid, elevando para 791 o total de vítimas fatais desde o início da pandemia.