31 de julho de 2021
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    CUIABÁ TEVE PASSEATA

    Casario ganha memorial pelas vítimas de Covid-19

    Em Rondonópolis os manifestantes levaram uma cruz para o Casario em homenagem aos mortos pela Covid-19; Cuiabá teve ato público e passeata na região central

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    Protesto realizado no Casario fez parte de manifestação nacional contra o governo de Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução

    Integrantes da Frente Brasil Popular inauguraram ontem (03) no Casario de Rondonópolis um memorial em homenagem aos mais de 500 mil mortos pela Covid-19 no País. O ato fez parte dos protestos que ocorreram em todo o Brasil cobrando auxílio emergencial de 600 reais, vacinas para todos e também investigações das suspeitas de corrupção e o impeachment do presidente Bolsonaro.

    A mobilização foi realizada no período da manhã e reuniu menos participantes que os manifestos anteriores no município – na região central e também no distrito da Vila Operária.

    O grupo formado basicamente por lideranças de partidos políticos, entidades civis e também por pessoas que perderam familiares para Covid-19 centrou o foco dessa vez nas homenagens aos mortos, e também na cobrança de investigação sobre supostos pedidos de propina em negociações do Governo Federal para aquisição de vacinas.

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    Cruz permanecerá no Casario para que familiares registrem nomes de parentes vitimados pela Covid-19 – Foto: Reprodução

    Os manifestantes afixaram faixas pedindo o fim do Governo de Jair Bolsonaro e colocaram uma cruz branca onde são registrados nomes de rondonopolitanos vítimas da pandemia.

    “É uma homenagem singela, mostrando que não vamos esquecer as pessoas queridas que perderam a vida pela omissão e também pela corrupção deste governo”, disse um dos organizadores do manifesto.

    RESPONSABILIDADE
    A cruz ficará no casario e qualquer pessoa pode inscrever nela os nomes de amigos ou parentes vitimados pela Covid-19. Foi o que fez a universitária Ivone Spíndola, que também atuou na organização do manifesto.

    “Perdi a minha avó para a Covid-19 e pouco tempo depois meu avô foi vacinado. Não há como não pensar que se o governo tivesse respondido os tantos e-mails que a Pfizer enviou, teríamos iniciado a vacinação antes. Minha avó poderia ter sido vacinada e não teria falecido, como tantos outros no país’, lamenta Spíndola.

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    Manifesto teve a participação de lideranças sindicais, comunitárias e representantes de partidos políticos. Foto: Reprodução

    Na opinião da universitária, a população não pode ficar calada diante de tantas mortes por uma doença que pode ser evitada pela vacina. Ela também chama a atenção para as revelações feitas pela CPI da Covid no Senado, apontando que o governo adiou deliberadamente a compra de vacinas e pode ter havido corrupção nas negociações.

    “Estas revelações aumentam a indignação e vemos isso nas manifestações”, disse Ivone Spíndola. “O movimento tem crescido em todo o país e aqui em Rondonópolis sempre reúne pessoas diferentes. Ontem (03) apareceram alguns críticos lá no casario, faz parte da democracia. Mas recebemos o apoio da maioria das pessoas que foram ou passaram por lá”.

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    Em Cuiabá o manifesto foi marcado por uma passeata na região central, também não houve registro de incidentes. Foto: Reprodução

    CUIABÁ
    Em Cuiabá concentração começou por volta das 10h na Praça Alencastro, em frente a Prefeitura de Cuiabá. Depois, por volta das 11h os manifestantes seguiram em passeata pelo centro da cidade

    Assim como ocorreu em Rondonópolis, não houve incidentes envolvendo os manifestantes na capital do Estado.

    O terceiro Manifesto Nacional contra as políticas do Governo Federal teve atos em mais de 250 cidades e com  registro de confusão em algumas capitais.

    O caso mais grave ocorreu em São Paulo, com tentativas de agressão a militantes do PSDB e ataques de vândalos. Os organizadores condenaram os atos, atribuídos ‘a uma minoria radical’.