04 de agosto de 2021
Mais
    Capa Notícias Brasil Em 2020, Bolsonaro impediu demissão de servidor acusado de corrupção
    PROPINA BILIONÁRIA

    Em 2020, Bolsonaro impediu demissão de servidor acusado de corrupção

    Acusado de negociar propina bilionária para compra de vacinas teve pedido de demissão formalizado em 2020, mas teria sido protegido pelo presidente após pedido de um senador

    Imagem: bolsonaro 1 Em 2020, Bolsonaro impediu demissão de servidor acusado de corrupção
    Conforme revelação feita pela rádio CBN, Pazuello tentou demitir servidor e foi impedido pelo presidente Bolsonaro – Foto: Reprodução

    O ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, pivô de uma denúncia de corrupção bilionária, quase foi demitido do cargo em 2020. A demissão dele chegou a ser solicitada pelo general Eduardo Pazuello, mas o pedido foi barrado pelo presidente Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada hoje pela rádio CBN.

    A reportagem informa que o despacho chegou a ser encaminhado à Casa Civil, mas o ato teria sido impedido pelo presidente à pedido do então presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O senador não se pronunciou sobrea denúncia.

    Roberto Dias foi exonerado do cargo na última terça feira, após a revelação de que teria pedido propina de 1 dólar por cada dose de vacinas negociadas com a empresa Davati Medical Supply. A solicitação de propina foi feita durante um jantar entre Roberto Dias, dois outros servidores e o representante da empresa, Luiz Paulo Dominguetti Pereira.

    A empresa havia feito uma oferta de 400 milhões e doses e, se o negócio houvesse sido fechado, o valor da propina seria superior a um bilhão de reais.

    O presidente Jair Bolsonaro tem negado qualquer envolvimento com o esquema de corrupção, que passou a ser investigado também pela CPI do Senado. Em depoimento prestado hoje à CPI, Luiz Paulo Dominguetti reafirmou a denúncia