02 de agosto de 2021
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    TRANSPORTE COLETIVO

    Guinâncio diz que ‘cavalos da discórdia’ atrapalham discussão

    Vereador diz que pessoas que não utilizam o transporte coletivo atacam o serviço e criticam todas as sugestões; ele defende a criação da autarquia e pede a inclusão dos usuários na discussão

    Imagem: Subtenente Guinancio vereador por Rondonopolis Guinâncio diz que 'cavalos da discórdia' atrapalham discussão
    O vereador Subtenente Guinâncio quer inclusão de usuários do transporte coletivo no debate sobre nova autarquia- Foto: Varlei Cordova/ AGORA MT

    A criação da Autarquia Municipal de Transporte Coletivo segue em discussão na Câmara de Rondonópolis. O projeto está sob análise das comissões internas e pretende superar a crise que há anos afeta esse serviço. Em entrevista exclusiva ao portal Agora MT, o vereador Carlos Alberto Guinâncio Coelho, o subtenente Guinâncio (PSDB), disse que já tem mais de 20 propostas de mudanças ao texto.

    Guinâncio foi um dos maiores críticos aos gastos feitos antes da definição do projeto, que chegou à Câmara no mês passado. Desde então ele tem defendido um debate aberto sobre o assunto e não poupa críticas aos que define como os ‘cavalos da discórdia’.

    “Muitas vezes vemos pessoas que não precisam do transporte coletivo atuando como ‘cavalos de discórdia’. São contra tudo, mesmo sabendo quem nem chegarão perto de um ônibus”, disse.

    Na opinião de Guinâncio já não há dúvidas sobre a necessidade da autarquia. Ele cita o estudo feito por professores a Universidade Federal de Rondonópolis demonstrando que o serviço é deficitário e, portanto, desinteressante para a iniciativa privada.

    “Eu requeri a presença dos professores na Câmara, vi que o estudo foi feito com ciência e sem contaminação política. Foram simulados vários cenários, todos eles se mostram não autossustentáveis. O fato é que o município continuará tendo de subsidiar o transporte coletivo, como faz hoje, mas dentre as modalidades possíveis a de autarquia mostrou-se a melhor”.

    Imagem: onibus prefeitura Guinâncio diz que 'cavalos da discórdia' atrapalham discussão
    Prefeitura já comprou ônibus para a futura Autarquia Municipal de Transporte Coletivo – Foto: Assessoria

    “Não temos a opção de deixar a cidade sem o transporte coletivo. Há obrigação constitucional do município em prover o serviço e o prefeito que ignorar isso estará incorrendo em crime de responsabilidade. Discutir isso é perda de tempo”, diz o vereador sobre as pessoas que são contra os investimentos públicos no setor.

    MUDANÇAS
    Convencido de que o município não tem outra saída, Guinâncio defende a ampliação do debate para aprimorar o projeto da Prefeitura. Segundo ele, é preciso incluir as pessoas que vão usar o serviço.

    “Temos hoje cerca de 20 mil pessoas que dependem exclusivamente do transporte coletivo e precisam ser ouvidas. Quem anda de ônibus tem de participar, conhecer e discutir o projeto, apresentar sugestões. Precisamos garantir um transporte de qualidade para quem precisa”, diz ele.

    A participação da população pode ser feita em qualquer tempo em contato direto com os vereadores e também através da audiência pública, que está sendo preparada pela Comissão de Transportes e Trânsito da Câmara Municipal.

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    Vereadores já aprovaram realização de audiência pública para ouvir população sobre proposta enviada pela Prefeitura – Foto: Assessoria

    Quanto às próprias sugestões de mudança, Guinâncio diz que pretende deixar mais claro os critérios para ingresso na futura autarquia, restringindo a possibilidade de ‘nomeações puramente políticas’.

    Também quer dar mais transparência a gestão dos recursos e criar programas de estímulo ao uso do serviço por trabalhadores e estudantes.

    “Tenho mais de vinte emendas já elaboradas, mas prefiro mantê-las em sigilo por enquanto para evitar polêmicas e também ouvir antes a população. O importante agora é agilizar essa discussão e para resolvermos o problema o mais rápido possível”, concluiu.