03 de agosto de 2021
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    SUPOSTA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

    Mendes avalia denúncia contra Dilmar para decidir se o afasta da liderança

    Deputado aparece entre as 19 pessoas denunciadas n âmbito da Operação Rota Final.

    Imagem: Dilmar Dal Bosco
    O deputado Dilmar Dal Bosco, denunciado pelo MPE – Foto: Assessoria

    O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que irá se inteirar da denúncia do Ministério Público do Estado (MPE) contra o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), antes de avaliar a possibilidade de ele deixar a liderança do Governo na Assembleia Legislativa.

    Dilmar aparece entre as 19 pessoas denunciadas n âmbito da Operação Rota Final.

    As investigações demonstraram a existência de uma organização criminosa – liderada pelo empresário Éder Augusto Pinheiro – que visava impedir a implantação do novo Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Mato Grosso.

    “Não posso julgá-lo por eventual culpa que está sendo imputada pelo MPE em momentos pretéritos a minha presença como governador”, disse Mendes, ao ser questionado pela imprensa sobre a permanência de Dilmar na liderança.

    “Tenho que julgar as pessoas pelas relações que tenho com elas. Quem cabe julgar por outras coisas é o Tribunal de Justiça. Mas, tomarei conhecimento para ver se isso traz alguma implicação e vai demandar alguma tomada de decisão”, emendou o governador.

    As declarações foram dadas na tarde desta quarta-feira (21), após uma coletiva de imprensa realizada no Palácio Paiaguás.

    Na ocasião, Mendes disse não ter tomado conhecimento do teor da denuncia do MPE.

    De todo modo, garantiu que, na condição de líder de seu Governo, Dilmar nunca lhe pediu nada que “não fosse republicano”.

    “Tomarei conhecimento [da denúncia], vou me inteirar um pouco mais para ver se demanda o Governo fazer ou não alguma coisa”, disse.

    “O que posso dizer é que a relação que temos com Dilmar é muito boa. Ele nunca nos pediu nada que não fosse republicano. Atende bem o Governo, trabalha de forma dirigente na Assembleia Legislativa”, concluiu.

    “Rota Final”

    Segundo o MPE, os integrantes da organização lançaram mão dos mais variados meios criminosos para inviabilizar a Concorrência Pública nº 01/2017 deflagrada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).

    Sem a realização do certame licitatório as empresas ligadas aos envolvidos prosseguiriam a explorar, em caráter precário, inúmeras linhas de transporte intermunicipal.

    Desta forma, mantinham o domínio econômico do setor, garantindo lucros exorbitantes em detrimento da adequada prestação do serviço.

    A denúncia foi apresentada pelo coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco Criminal), procurador de Justiça Domingos Sávio de Barros Arruda e nela são narrados crimes de Organização Criminosa, Corrupção Ativa e Passiva, Lavagem de Dinheiro, Impedimento e Perturbação à Licitação, Afastamento de Licitantes, e Crime Contra a Economia Popular.