30 de julho de 2021
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    MT foi procurado em “comércio paralelo de vacina”; Governo emite nota

    Telefone de Luiz Paulo Dominguetti foi apreendido pela CPI da Covid no Senado

    Imagem: Mauro carvalho casacivil MT foi procurado em “comércio paralelo de vacina”; Governo emite nota
    O chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, disse que não houve avanço em tratativa – Foto: Secom

    Mensagens contidas no celular do cabo da Polícia Militar de Minas Gerais, Luiz Paulo Dominguetti, revelam que o Governo de Mato Grosso estaria entre os “procurados” em um suposto comércio paralelo de vacina contra a Covid-19.

    A informação foi revelada na noite do último domingo (4), por um programa de exibição nacional. Na tarde desta segunda (5), o Governo do Estado se posicionou e disse que não houve avanço na tratativa (Leia nota mais abaixo).

    Dominguetti – considerado peça-chave nas investigações sobre suposta propina na compra de imunizantes pelo Governo Federal – teve seu celular apreendido durante depoimento à CPI da Covid no Senado.

    Algumas conversas já analisadas no aparelho do depoente indicam que ele  negociava uma comissão de 25 centavos de dólar por dose de vacina.

    Ele se apresentava como representante da Davati Medical Supply, empresa com sede nos Estados Unidos e que seria intermediária na venda das vacinas.

    Em um trecho dos diálogos, ele diz o seguinte: “Vacina Astrazeneza. Valor 3 dólares e 97 a dose […]Capacidade entrega imediata. 100 milhões de doses. Venda direto Astrazeneca.”

    Tal conversa teria como interlocutor uma pessoa identificada como Guilherme Filho Odilon.

    Ainda nessa conversa, Dominguetti enviou a seguinte mensagem: “Amapá e Mato Grosso estão comprando.”

    Oferta de imunizante

    Na tarde desta segunda-feira (5), o governo se posicionou por meio de uma nota à imprensa e confirmou ter sido procurado por um representante da empresa Davati Medical Supply, chamado Helder Mello.

    Ele encaminhou um e-mail a Casa Civil, em março deste ano, com oferta de vacinas contra a Covid-19 da fabricante Johnson & Johnson.

    De acordo com ele, as vacinas seriam oferecidas ao custo de U$ 14 por dose, com prazo de entrega de até 10 dias após a assinatura do contrato. Ainda conforme o e-mail, não seria necessário o pagamento antecipado.

    “Em resposta à oferta, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, solicitou a Carta de Representação da empresa com a fabricante. No entanto, o documento não foi apresentado e o Governo não deu sequência a nenhuma tratativa com a empresa”, informou o governo, por meio da nota.