04 de agosto de 2021
Mais
    Capa Cidades Cuiabá “Novo Cangaço é extremamente violento; confrontos são inevitáveis”
    “CAUSAM TERROR E PÂNICO”

    “Novo Cangaço é extremamente violento; confrontos são inevitáveis”

    Delegado Vitor Hugo Bruzulato disse que investigações estão bem avançadas

    Foto: PJC-MT
    O delegado Vitor Hugo Bruzulato, que está a frente da GCCO – Foto: PJC-MT

    O delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Vitor Hugo Bruzulato, classificou como “inevitáveis” os confrontos entre policiais e suspeitos de participação no assalto a duas cooperativas de crédito em Nova Bandeirantes.

    O crime, praticado na modalidade Novo Cangaço, ocorreu no início do mês passado. Até o momento, houveram cinco situações de confrontos que resultaram na morte de 9 suspeitos e 4 prisões.

    Em entrevista à uma rádio da Capital, o chefe da GCCO afirmou que o bando tem um modo de agir extremamente violento, procurando o confronto desde o início do crime até uma tentativa de fuga.

    “Quando a gente fala do Novo Cangaço, o modus operandi é de um grupo criminoso fortemente armado e que age com extrema violência, causando terror na sociedade”, disse o delegado.

    “Esse grupo não estava ali para brincar. Eles queriam fazer a fuga a todo custo de forma a garantir o produto do crime. Eles procuram o confronto a todo momento. E os policiais são extremamente preparados. O confronto, na minha visão, era inevitável e os policias fizeram o revide dessa injusta agressão”, emendou Bruzulato.

    Ainda segundo o delegado, a quantidade de armamento apreendido neste período – especialmente fuzis – mostra a periculosidade do bando.

    Ele evitou dar detalhes das investigações conduzidas até o momento, uma vez que elas correm sob sigilo.

    De todo modo, garantiu que há um número expressivo de pessoas investigadas já que a polícia apura, além daqueles que participam do crime, os suspeitos de dar apoio a toda ação criminosa.

    “O objetivo é prender todo mundo que agiu direta ou indiretamente no assalto. Quem deu apoio com moradia, quem emprestou carro… Estamos bem avançados nas investigações para alcançar todos os envolvidos”.