04 de agosto de 2021
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    CONTRA COVID-19

    Produção de vacinas transforma Brasil em ‘país solução’, diz Wellington

    Senador disse que lei autorizando produção de vacinas contra Covid-19 em indústrias veterinárias garantirá segurança sanitária e abrirá novas oportunidades para o país

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    O senador Wellington Fagundes foi o autor do projeto visando tornar o país autossuficiente na produção de vacinas contra Covid-19. – Foto: Varlei Cordova/AGORA MT

    “Em pouco tempo os tornaremos autossuficientes em vacinas contra a Covid-19 e passaremos a ser um país solução”. É o que prevê o senador Wellington Fagundes (PL/MT) com a sanção do presidente Bolsonaro e a publicação no Diário Oficial da lei que autoriza o uso de plantas industriais veterinárias para a produção de vacinas contra o coronavírus.

    O senador é o autor do projeto que deu origem à lei e explica que ainda faltam alguns procedimentos burocráticos. “O próximo passo é o decreto de regulamentação, que deve ser editado o mais rápido possível. A partir daí já partiremos para a transferência de tecnologias às empresas interessadas em participar”.

    “É importante dizer que o Brasil, através da Fiocruz, já detém essa tecnologia. Além disso poderemos fazer convênios com outras indústrias e laboratórios mundiais que manifestaram interesse no Brasil. Temos uma capacidade inicial instalada que permite a produção de um grande volume de vacinas em pouco tempo. Podemos produzir até 400 milhões de doses em 90 dias”, destaca.

    A capacidade da indústria nacional foi verificada durante a discussão do projeto. Parlamentares, técnicos da Anvisa e representantes dos ministérios da Saúde, Agricultura e da Ciência e Tecnologia visitaram laboratórios e plantas industriais. Confirmaram que elas dispõem de alta tecnologia e precisam de poucas mudanças para suprir a necessidade de vacinas humanas com toda a segurança.

    A lei sancionada pelo presidente prevê que a autoridade sanitária dará prioridade para os pedidos de autorização para fabricação do IFA contra a covid-19 feitos pelas indústrias. Em seguida, também devem agilizar as autorizações para formulação, produção, envase, embalagem e armazenamento da vacinas propriamente dita – o que deve agilizar todo o processo.

    FUTURO
    No curto prazo a nova lei vai garantir as condições para imunizar toda a população e, assim, controlar a pandemia de Covid-19. Também deve ajudar a gerar emprego e renda, visto que a demanda por vacinas continua enorme dentro e fora do Brasil. Mas ela também deve render vantagens no médio e longo prazo.

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    Mudança também deve acelerar pesquisas para desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos – Foto: Reprodução

    É certo por exemplo que as imunizações contra o coronavírus devem se tornar regulares, inclusive para enfrentar as novas cepas. Todos os anos precisaremos de milhões de doses de vacina e teremos aqui mesmo a produção necessária inclusive para a exportação.

    A entrada destas indústrias no cenário também deve favorecer as pesquisas desenvolvidas pelos cientistas nacionais, ampliando a independência também no domínio da produção de novas vacinas e medicamentos contra a doença.

    “O Brasil poderá desenvolver mais rapidamente nossa tecnologia própria. Temos quatro pesquisas de vacinas já bem adiantadas e, além de usar esse parque para produzir vacinas via transferência tecnológica, poderemos também produzir com a nossa própria tecnologia”, explica o senador Wellington Fagundes.

    “Não vamos mais depender de importar IFA ou vacinas de outros países, seremos um país solução”, ressaltou.