01 de agosto de 2021
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    RECEITA FEDERAL

    Secretário diz que 20 mil recebem mais de R$ 230 bilhões sem pagar IR

    O secretário especial da Receita Federal, José Tostes, negou que proposta de mudanças feita pelo Governo aumentará carga tributária; segundo ele objetivo é corrigir as 'distorções'

    Imagem: Jose tostes RF Secretário diz que 20 mil recebem mais de R$ 230 bilhões sem pagar IR
    O secretário especial da Receita Federal, José Tostes, defende divisão da tributação para combater injustiça fiscal – Foto: Reprodução

    A reforma do Imposto de Renda proposta pelo Governo Federal pode acabar com uma das maiores injustiças fiscais no país. É o que garantiu o secretário especial da Receita Federal, José Tostes. Em entrevista ao jornal ‘O Estado de São Paulo, ele afirmou que as mudanças devem atingir principalmente um segmento que não soma nem 1% da população e recebe cerca de R$ 230 bilhões hoje isentos de tributação.

    José Tostes rebateu críticas feitas por empresários e negou que a proposta eleve a carga tributária. Segundo ele, a sepração da tributação das empresas (pessoa jurídica) e dos cidadãos (pessoa física) pode acabar com o que chamou de ‘distorção’ na isenção de lucros e dividendos.

    “Temos aqui apenas 20.858 pessoas, numa população de 210 milhões, que receberam R$ 230 bilhões sem pagar imposto”, argumenta Tostes.  “Se você somar os rendimentos tributáveis dessas 20.858 pessoas, que são apenas R$ 18 milhões tributados como salário e como rendimentos de trabalho, e os R$ 230 bilhões como dividendos e rendimentos isentos, essas 20.858 pessoas terminam por ter uma alíquota média de imposto de 1,8%. Ou seja, considerando todos os rendimentos que receberam, o imposto que elas pagaram representa 1,8%”.

    O secretário da Receita Federal disse que pretende mostrar os números para que todos vejam, de fato, quem será afetado com a medida. Ele também afirmou que pretende abrir o diálogo com os parlamentares e espera que o Congresso mantenha os principais pontos da proposta elabora da pelo Governo.

    “Estamos já em interação com o Congresso. É claro que isso ainda vai ter desdobramentos na votação a partir das emendas que forem apresentadas, existe naturalmente a possibilidade de o texto ser alterado. Mas estamos na expectativa de que os princípios gerais e as regras mais importantes do projeto possam ter a aprovação no Congresso”, concluiu.