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    Ferrovia é o modal mais eficiente para o agronegócio brasileiro

    Imagem: Capa Ferrovia é o modal mais eficiente para o agronegócio brasileiro

    O Brasil é o segundo maior exportador de grãos do mundo. Em 2020, 122 milhões de toneladas foram enviadas ao exterior. Para a próxima safra, o cenário segue positivo. Na última semana, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou as “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2021/22 – Edição Grãos”, publicação que traz as principais variáveis de mercado e as tendências para as culturas de soja, arroz, feijão, algodão e milho. Os dados apontam para uma produção total de 289,6 milhões de toneladas de grãos para a safra 2021/22.

    Acompanhando esse cenário positivo, a Rumo, maior operadora brasileira de ferrovias, aumentou em 50% o volume escoado em Mato Grosso, principal produtor de grãos do país. De acordo com Pedro Palma, vice-presidente Comercial da Companhia, o crescimento contínuo reflete os investimentos em aumento de capacidade, tecnologia, segurança e renovação das frotas. Desde que assumiu a concessão, a Rumo já investiu mais de R$ 13 bilhões e projeta mais R$ 17 bilhões até 2025. “Estamos falando de um montante superior a R$ 30 bilhões investidos num período de dez anos”, afirma Palma.

    Os dados reforçam a importância do Brasil em ampliar e melhorar ainda mais a sua malha ferroviária, pois é o meio de transporte mais eficiente, seguro e menos custoso. Investir em ferrovias é eficiência logística para quem planta e garantia de fretes mais baratos para quem exporta. “São vários os fatores que tornam a ferrovia o modal mais eficiente. Mas, é preciso analisar a ferrovia em uma perspectiva de médio e longo prazo. E essa vantagem não está só no preço. É preciso considerar também a qualidade do serviço, a segurança da carga, a capacidade de transporte, a previsibilidade na chegada e a eficiência da operação em trajetos de longa distância. Isso não apenas para os grandes clientes, mas também para os médios e pequenos produtores, organizados em cooperativas”, enfatiza Pedro Palma.

    Rondonópolis é exemplo logístico

    Maior terminal de grãos da América Latina, o Terminal de Rondonópolis (TRO) da Rumo vem passando por constantes transformações para atender com eficiência o agronegócio brasileiro. No último ano, a empresa concluiu importantes obras na expansão de capacidade que elevaram o patamar logístico das operações.

    Totalizando cerca de R$ 230 milhões em investimentos, o complexo multimodal passou a contar com 15 moegas rodoviárias, capacidade estática de 150 mil toneladas e três tulhas ferroviárias que permitem carregar três trens simultaneamente. Estruturado com equipamentos de última geração, Rondonópolis pode receber até 2 mil caminhões por dia. Todas as melhorias fazem parte de um planejamento robusto para atender aos picos das safras brasileiras.

    “Hoje, Rondonópolis é um grande exemplo de uma logística integrada que beneficia toda a cadeia, com os trens percorrendo longas distâncias e os caminhões fazendo os trajetos curtos. Neste planejamento, os caminhoneiros são parceiros de vital importância para a ferrovia. Sem eles, a produção, seja agrícola ou industrial, não chegaria aos nossos terminais e o sistema travaria. Quanto mais eficiente for a ferrovia e os terminais, mais rápido o motorista descarrega”, explica o vice-presidente Comercial da Rumo.

    Eficiência da porteira para fora

    Como exemplo da competitividade da ferrovia, em tonelada por quilômetro útil (TKU) a tarifa ferroviária entre Rondonópolis e Santos custa a metade da tarifa rodoviária de Sorriso a Rondonópolis (MT): R$ 0,08/TKU X R$ 0,16/TKU. Com isto, mesmo incorporando a perna rodoviária mais cara, a solução integrada trem + caminhão é 30% mais barata que o transporte exclusivamente rodoviário de Sorriso a Santos: R$ 0,10/TKU X R$ 0,15/TKU. Isto é ganho direto para o produtor.

    “De modo geral, podemos atribuir essa competitividade das nossas ferrovias ao conceito de “economia de escala”. Ou seja, quanto maior a densidade de tráfego sobre a via, com mais investimentos em expansão de capacidade, mais os custos unitários são diluídos”, explica Palma. É essencial, portanto, esse trabalho de encurtar as distâncias para colocar o produtor na ‘porta do porto’ por meio de uma operação cada vez mais segura e eficiente.