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    NOVAS MODALIDADES

    Consumidor poderá sacar com o Pix no comércio a partir desta segunda

    Pix Troco e Pix Saque podem ser utilizados em estabelecimentos comerciais, com limite de R$ 500 durante o dia e R$ 100 à noite

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    Consumidor poderá sacar em espécie após fazer compras no comércio – Foto:
    ANDRÉ LUIS FERREIRA/FOTOARENA/FOTOARENA

    O consumidor poderá sacar até R$ 600 por dia em supermercados, lojas, padarias e estabelecimentos comerciais em geral. O Pix Saque e o Pix Troco, novas modalidades do sistema de pagamentos instantâneos, passam a funcionar a partir desta segunda-feira (29).

    A duas novas medidas são opcionais, segundo o Banco Central, cabendo a decisão final aos estabelecimentos comerciais, às empresas proprietárias de redes de autoatendimento e às instituições financeiras. As instituições comerciais apoiam a iniciativa e consideram que os comerciantes que já aceitam o Pix estão prontos para trabalhar com as novas modalidades.

    Pix Saque
    O Pix Saque permitirá que os clientes de qualquer instituição participante do sistema realizem saque em um dos pontos que ofertar o serviço.

    Estabelecimentos comerciais, redes de caixas eletrônicos compartilhados e participantes do Pix, por meio de seus serviços de autoatendimento próprios, poderão ofertar o serviço. Para ter acesso aos recursos em espécie, o cliente fará um Pix para o agente de saque, em dinâmica similar à de um Pix normal, a partir da leitura de um QR Code ou a partir do aplicativo do prestador do serviço.

    Pix Troco
    No Pix Troco, a dinâmica é praticamente idêntica. A diferença é que o saque de recursos em espécie pode ser feito durante o pagamento de uma compra ao estabelecimento. Nesse caso, o Pix é feito pelo valor total, ou seja, da compra mais o saque. No extrato do cliente aparecerá o valor correspondente ao saque e à compra.

    Limite
    O limite máximo das transações do Pix Saque e do Pix Troco será de R$ 500,00 durante o dia e de R$ 100,00 no período noturno (das 20h às 6h). De acordo com o BC, haverá, no entanto, liberdade para que os ofertantes dos novos produtos do Pix trabalhem com limites inferiores a esses valores caso considerem mais adequado aos seus fins.

    Tarifas
    Não haverá cobrança de tarifas para clientes pessoas naturais (pessoas físicas e microempreendedores individuais) por parte da instituição detentora da conta de depósitos ou da conta de pagamento pré-paga para a realização do Pix Saque ou do Pix Troco para até oito transações mensais. A partir da nona transação realizada, as instituições financeiras ou de pagamentos detentoras da conta do usuário pagador podem cobrar uma tarifa pela transação.

    Segundo o BC, o valor da tarifa cobrada é de livre estabelecimento pela instituição e deve ser informado ao usuário pagador antes da etapa de confirmação da transação. “Os usuários nunca poderão ser cobrados diretamente pelos agentes de saque”, orienta o Banco Central.

    O BC explica ainda que os quatro saques tradicionais gratuitos realizados pelo usuário fora do âmbito do Pix Saque e Pix Troco podem ser descontados da franquia de gratuidades (oito por mês). Ou seja, se o usuário realizar um saque de sua conta, sem ser por meio do Pix Saque ou Pix Troco, esse saque poderá ser contabilizado e sua franquia de gratuidades poderá ser reduzida de oito para sete, a critério da instituição.

    Para o comércio que disponibilizar o serviço, as operações do Pix Saque e do Pix Troco representarão o recebimento de uma tarifa que pode variar de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação, a depender da negociação com sua instituição de relacionamento.

    “As duas modalidades de saque vão beneficiar tanto os usuários, que terão mais capilaridade nos pontos de saque de dinheiro físico, quanto os comerciantes, que serão remunerados por transação, a depender da negociação com a instituição de relacionamento” explica Kelly Carvalho, assessora econômica da FECOMERCIO SP.

    Kelly Carvalho, assessora econômica da Fecomercio SP, explica que a oferta do serviço diminuirá os custos dos estabelecimentos comerciais, como aqueles relacionados à segurança e aos depósitos, além de possibilitar que os estabelecimentos ganhem mais visibilidade para seus produtos e serviços.

    O sistema de pagamento Pix completou um ano em novembro e já contabiliza 112,6 milhões de usuários, dos quais 105,24 milhões são pessoas físicas e 7,41 milhões são pessoas jurídicas. Para a economista da Fecomercio SP, quem já trabalha com o Pix como forma de pagamento está preparado para as novas modalidades.

    Os estabelecimentos comerciais que querem ofertar as novas modalidades devem aceitar o Pix como forma de pagamento, assinando contrato bilateral com o participante Pix (geralmente, o banco de relacionamento da empresa), de acordo com a Fecomercio SP. “Na sequência, os estabelecimentos comerciais devem definir o dia e horário em que oferecerão o serviço, limites mínimo e máximo de saque e se ofertarão valores trocados ou redondos”, orienta a instituição.

    “Na verdade, é vantajoso tanto para o consumidor como para o vendedor, que também vai receber uma fração sobre cada operação realizada. É algo muito positivo, porque há cidades do interior que não têm agência bancária, então isso vai servir para aumentar a capilaridade do sistema financeiro e melhorar a vida das pessoas” esclarece Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da Associação Comercial de SP.

    O economista Ulisses Ruiz de Gamboa, da Associação Comercial de São Paulo, também vê como positivas as novas medidas, que devem ajudar a aumentar as transações no comércio, principalmente para os pequenos e médios comerciantes. Para ele, o sistema vai beneficiar o comerciante não só pela tarifa que receberá por operação, mas também pelo fato de ser mais um incentivo a realizar compras nas lojas.

    Além disso, o sistema Pix pode ser uma alternativa para a oferta de descontos. “Abre possibilidade de os comerciantes darem incentivo adicional a operações desse tipo. As pessoas têm dificuldade de tirar dinheiro em espécie porque não há mais a quantidade de caixas eletrônicos que havia no passado. É algo que beneficia todos os lados. No fundo, vai reduzir o custo de transação, vai aumentar o número de transações comerciais, e todo mundo sairá ganhando”, conclui o economista da Associação Comercial de São Paulo.

     

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