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DIAGNÓSTICO

Sindicato dos médicos manifesta preocupação após visita à unidades de Saúde em Rondonópolis

O presidente do Sindimed-MT, Adeildo Lucena, e outros diretores do sindicato estiveram no Hospital Regional, Upa e SAMU e constataram rotina estafante enfrentada pelos médicos

Por Eduardo Ramos

Imagem: Adeildo sindimed HR Sindicato dos médicos manifesta preocupação após visita à unidades de Saúde em Rondonópolis
Adeildo Lucena conversou com médicos sobre a realidade enfrentada pela categoria em Rondonópolis – Foto: Assessoria

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT) começou por Rondonópolis uma série de visitas para checar ‘in loco’ a realidade dos profissionais e também a estrutura disponível nas redes de saúde pública do estado e dos municípios. Acompanhado de outros diretores o presidente do Sindimed, Adeildo Martins Lucena Filho, esteve no Hospital Regional Irmã Elza Giovanella e também na UPA e na sede do Samu.

“Fomos bem recebidos em todos os locais e ainda estamos organizando os dados reunidos. Mas, preliminarmente, posso dizer que vimos muitas dificuldades por causa da pandemia e, agora, também da epidemia de gripe. Percebemos cansaço e desalento. Há uma desesperança no futuro por causa da jornada de trabalho extensa e do não reconhecimento por parte dos gestores ao trabalho desenvolvido pelos médicos”, disse Adeildo à reportagem do Agora MT.

O principal objetivo é reunir dados para retomar as negociações com o Governo do Estado visando a realização de um grande concurso público, algo que não ocorre há 19 anos em Mato Grosso e está previsto no Termo de Ajuste de Conduta firmado há quase três anos entre o atual governo e o Ministério Público.

Em Rondonópolis o levantamento prévio mostrou que é preciso abrir pelo menos 150 vagas de médicos. Mas, conforme o presidente do Sindimed, algumas ações podem ser tomadas imediatamente para aliviar a sobrecarga dos médicos e melhorar o atendimento à população.

“Existem leitos clínicos e de UTI parados no Hospital Regional que demandam apenas a contratação de enfermeiros e técnicos de enfermagem. O Estado já poderia ter contratado e colocado para funcionar”, citou.

INCERTEZAS
Adeildo Lucena disse que vários médicos reclamaram da rotina estafante e também das incertezas decorrentes dos contratos precários de trabalho, que não garantem direitos básicos como férias, 13º e FGTS. Muitos emendam os plantões, passando semanas sem folga e abrindo mão do convívio familiar – o que amenta o desgaste.

O sindicalista afirmou ainda que o cenário encontrado no Hospital Regional, mantido pelo Governo do Estado, se repete na Central de Regulação e na rede municipal de Saúde mantida pela Prefeitura de Rondonópolis.

“A cidade já tem um movimento expressivo, com uma população grande que ainda envolve o entorno. Somando os municípios vizinhos temos quase meio milhão de pessoas usando o Hospital Regional e a estrutura de Saúde da cidade de Rondonópolis. Todos necessitam de profissionais qualificados, empenhados, comprometidos e devidamente descansados para atuar. Não vimos isso atualmente”, disse Adeildo.

O médico Kléber Amorim, vice-diretor administrativo de Administração e um dos representantes sindicais de Rondonópolis, acompanhou as visitas. O grupo também foi integrado pela equipe jurídica do Sindimed-MT.

Adeildo Lucena disse que a agenda prevê incursões semelhantes a todos os municípios polo do Estado. A próxima, ainda em janeiro, será em Sorriso. A agenda inclui também as cidades de Colíder, Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Tangará da Serra e Sinop entrou outros municípios.

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Grupo do Sindimed-MT visitou as dependências do Hospital Regional Irmã Elza Giovanella – Foto: Assessoria

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