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EDITORIAL

A janela se fechou. E agora?

As fusões entre os partidos devem continuar

Imagem: AGORA com Vanzeli A janela se fechou. E agora?

A assim chamada “janela partidária”, período de 30 dias que se abre 6 meses antes do pleito eleitoral para que parlamentares mudem de partido sem perder o mandato, findou-se na última sexta-feira e deixou evidente que o governismo ainda é a maior força eleitoral entre os congressistas.

É que o PL, partido do presidente Bolsonaro, foi o que mais cresceu (mais que dobrou de tamanho) e se tornou a maior bancada da Câmara Federal, com 69 deputados (eram 33 após as eleições de 2018). Alguém poderá dizer que isso ocorreu em razão da pontuação robusta do presidente nas pesquisas, mas, se assim fosse, o PT também teria ganho novos parlamentares, o que não aconteceu; ele continua com os mesmos 54 deputados.

Mesmo entre os partidos de centro, ganharam força os que se colocam abertamente na base de apoio do governo federal. O PP subiu de 38 para 49 deputados e o Republicanos, de 30 para 44 congressistas. Entre os partidos de centro que se declaram “independentes”, o crescimento foi tímido. Caso do PSD, de Gilberto Kassab. A sigla ganhou 5 novos parlamentares, apenas.

E o União Brasil, partido resultante da fusão do PSL com o DEM, desidratou-se. Antes da janela partidária, era a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 81 deputados. Agora, são 53, o que representa uma diminuição de 35% em seus quadros. Por isso mesmo trouxe Sérgio Moro para ser candidato a deputado federal. Sem chances reais de se tornar presidente, Moro é a posta do União Brasil para ser um “puxador” de votos em São Paulo, estado que elege 70 cadeiras na Câmara dos Deputados.

Bom, ser oposição no Brasil é muito difícil. Significa, na prática, estar alijado das liberações de emendas do orçamento. Por isso mesmo, os partidos que não tem um rigor ideológico evidente, acabam sofrendo baixas ao longo das eleições. Mas, o que os números demonstraram dessa vez é que o governo acabou atraindo uma força política tal que pode fazer com que os números das pesquisas eleitorais oscilem, a favor da reeleição de Bolsonaro, é claro.

Nas últimas rodadas, as pesquisas indicavam um aumento das intenções de voto do presidente. Claro que o começo do pagamento do Auxílio Brasil (são 17 milhões de famílias que receberão, pelos menos, R$ 400 por mês), a renegociação das dívidas do FIES para estudantes com dívidas no sistema de financiamento estudantil (que retirou milhões do SPC), a conclusão de grandes obras públicas (especialmente no Nordeste) já surtiram efeito nas intenções de voto. O apoiamento político conquistado depois da janela eleitora, pode incrementar ainda mais essa tendência. As próximas pesquisas o dirão.

As fusões entre os partidos devem continuar. A impossibilidade de coligação nas eleições proporcionais aliada ao engessamento que a federação de partidos resulta devem fazer com que as siglas partidárias se fundam, para não deixarem de existir. Após as eleições de 2018, os partidos que contavam com pelo menos 1 representante na Câmara dos Deputados eram 29. Hoje, são 23. E a tendência é diminuir ainda mais. Essa depuração é importante para a política nacional.

 

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