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EDITORIAL

Tomara que neve por aqui

Imagem: AGORA com Vanzeli Tomara que neve por aquiNão sei se já reparou: em todos os países ricos, neva! Parece uma feliz coincidência, mas não é. Os povos que vivem em regiões onde a natureza é hostil quanto ao clima aprendem, desde logo, a acumular no verão para não passar fome no inverno. Com isto, em geral, acabam se tornando sociedades educadas pelo meio ambiente a poupar, a reservar parte do que produzem.

Gosto mesmo de escrever sobre a poupança, sobre o ato de poupar, e gosto de viver minha vida determinado a conservar comigo, em meu poder e para meu benefício, parte daquilo que me chega às mãos. Faço isto porque aprendi da pior maneira, sendo um gastador inveterado. Os anos de consumismo irresponsável via cartão de crédito, cheque especial e carnê de compras me levaram à insolvência e à vergonha, afinal. Aprendi da pior forma o que procuro, às vezes, ensinar da melhor maneira àqueles que me dão atenção.

Acumular dinheiro se chama, tecnicamente, Formação Bruta de Capital. Este capital, depois de formado, provê renda ao poupador que lhe permite viver sem precisar trabalhar para isto. Eis o conceito de Liberdade Financeira! “Mas por que é tão difícil formar esse patrimônio financeiro?”, perguntam-me. Porque isto implica em mudança de comportamento de consumo, e toda mudança gera, a princípio, desconforto, como na hipótese da mudança de hábito alimentar para a perda de peso. Mas, vamos combinar, ou você muda o modo como se alimenta ou terá sérios problemas de saúde. De igual sorte, ou muda seus hábitos financeiros ou terá a pobreza sempre à porta.

A leitura de um livro em particular me ajudou muito com isto, “O Homem Mais Rico da Babilônia”, de George Samuel Clason. Publicado pela primeira vez em 1926, a obra narra, em contos curtos, a história de um rei babilônico que chama ao palácio o homem mais rico da Babilônia a seu tempo, Arkad, e pede-lhe que ensine a seu povo como enriquecer. Ele, então, chama a alguns na praça central da cidade e transmite a regra de ouro para a riqueza: QUANDO RECEBER SEU SALÁRIO, PAGUE-SE A SI PRÓPRIO PRIMEIRO!

A regra parece ser trivial demais para se confiar nela, mas funciona! Sou prova disso. Desde que resolvi, resolutamente, a guardar parte do que ganho, tenho experimentado anos de descanso e sossego financeiros. Naturalmente, isso implica em realizar escolhas. Administrar, em suma, é isso: elencar prioridades, já que o dinheiro não dá para tudo mesmo. Assim, é preciso que o poupador aprenda o que é fluxo de caixa (que é o caminho que dinheiro faz desde o momento que entra até o instante em que sai de seu bolso), o que é orçamento (que é o carimbo da verba; destinado a um tipo de despesa, o dinheiro não pode mais ser utilizado para pagar outro tipo) e o que é investimento (que é discernir entre ativo – o que põe dinheiro no seu bolso – e passivo – o que tira dinheiro do seu bolso).

Tais habilidades não são inatas; podem ser aprendidas. Para tanto, aquele que busca a riqueza deve investir tempo em leitura e disciplina para pôr em prática os ensinamentos adquiridos com ela. Uma pequena parte dos milionários herdou a riqueza dos pais. Outra pequena parte casou-se com alguém bem sucedido financeiramente. Uma outra pequena parte é dotado de um talento incrível para a música, o esporte etc. E outra pequena parte teve a fortuna resultante de um prêmio de loteria. Mas a grande maioria dos milionários começou do NADA, tão somente empregando conhecimentos milenares na construção da riqueza, e deu certo! Assim, se você não nasceu rico, não se casou com um rico, não tem um talento extraordinário ou não ganhou na loteria, fique tranquilo. A maioria escolheu o melhor caminho: poupar!

Que tal seguirmos seus exemplos de vida e caminharmos rumo à riqueza por meio estabelecermos, a partir do término dessa leitura, o propósito peremptório de PAGARMOS A NÓS MESMOS PRIMEIRO! Comece poupando 10% do que lhe chega às mãos. É isso ou a pobreza atravessará gerações de sua família como um insistente galho de aroeira. Todos nascemos nus e vamos sem nada para o caixão. O que fazemos entre esses dois instantes, porém, é nossa escolha. Escolhamos, pois, as melhores práticas.

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