
Uma ação da Polícia Militar de Mato Grosso, por meio do Grupo de Apoio (GAP) do 28º Batalhão, resultou na descoberta e desarticulação de um depósito clandestino de cigarros eletrônicos na noite desta sexta-feira (23), no bairro Santo Antônio, em Jaciara (MT). A ocorrência integra a Operação Tolerância Zero às Facções Criminosas.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe policial recebeu uma denúncia anônima informando sobre a existência de um imóvel utilizado para armazenar e comercializar cigarros eletrônicos, conhecidos como “vapes”, produtos cuja importação, comercialização e uso são proibidos no Brasil por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Ainda segundo a denúncia, o responsável pelo esquema utilizava um entregador contratado, que realizava a distribuição das mercadorias em uma motocicleta Honda Bros vermelha, simulando entregas de alimentos para despistar a fiscalização policial.
Durante o patrulhamento, os policiais visualizaram uma motocicleta com as mesmas características, transitando em alta velocidade e saindo do mesmo bairro indicado na denúncia. Diante da suspeita, foi realizada a abordagem. Na bag de entregas do condutor, os militares encontraram três cigarros eletrônicos e uma máquina de cartão, utilizada para o recebimento dos pagamentos das vendas ilícitas.
Ao ser questionado sobre as “vapes”, o motociclista informou que era pago exclusivamente para realizar as entregas e apontou outro homem como responsável pela mercadoria, o que caracterizaria, participação no crime de contrabando.
Com base nas informações, a equipe se deslocou até a residência indicada ser do proprietário dos materiais. No local, o suspeito foi encontrado e confirmou que armazenava cigarros eletrônicos em um dos quartos do imóvel para fins de comercialização. Durante a busca, os policiais apreenderam grande quantidade de dispositivos eletrônicos, de diversas marcas e modelos, todos sem registro ou autorização da Anvisa, além de R$ 1.030 em dinheiro, valor que, segundo o próprio suspeito, era da venda dos produtos ilegais.
Conforme a PM, o caso configura, os crimes de contrabando, crime contra a saúde pública e associação criminosa, uma vez que havia divisão de tarefas entre os envolvidos. Os produtos apreendidos permanecem à disposição da Justiça para as providências legais cabíveis.
Ainda foi constatado que o suspeito identificado como responsáveis pelas “vapes” já possui passagem criminal pelo mesmo tipo de crime, registrado no ano de 2024, na cidade de Rondonópolis (MT).


