
O Instituto Médico Legal (IML) de Rondonópolis (MT) voltou a solicitar o apoio da população para a identificação de dois corpos que permanecem na unidade sem reconhecimento por familiares. Os casos envolvem um homem assassinado a tiros no início de janeiro e uma mulher encontrada morta no Rio Vermelho, ambos ainda sem identificação oficial.
Segundo o IML, os corpos permanecerão na unidade por um período máximo de 30 dias. Caso não haja o comparecimento de familiares dentro desse prazo, as vítimas serão sepultadas como não identificadas, conforme determina a legislação.
Familiares ou pessoas que tenham informações que possam ajudar na identificação devem entrar em contato com o Plantão da Gerência de Medicina Legal de Rondonópolis pelo telefone (66) 98136-5488.
O IML reforça que qualquer informação pode ser essencial para garantir a identificação das vítimas e colaborar com o andamento das investigações.
Relembre os casos
O primeiro caso é do homem conhecido como “Robinho da Lua”, morto na noite do dia 2 de janeiro, dentro de uma residência no bairro Pedra 90. A vítima foi atingida por 16 disparos de arma de fogo e morreu ainda no local. Na ocasião, ele foi identificado como Robson Lopes dos Santos, de 45 anos, e utilizava tornozeleira eletrônica.

Entretanto, conforme atualização do IML nesta quinta-feira (15), surgiram divergências nos dados cadastrais da vítima, como nome dos pais e data de nascimento. A suspeita é de que o homem tenha fornecido nomes falsos ou utilizado documentos irregulares ao longo das prisões, o que dificulta a confirmação de sua identidade real.
O homem possuía mais de 25 passagens criminais e já havia sido alvo de outras tentativas de homicídio. Mesmo com o material genético já coletado para exames de DNA, nenhum familiar compareceu ao IML para fornecer amostra genética que possibilite a identificação.
O segundo corpo é de uma mulher ainda não identificada, localizada na tarde do dia 6 de janeiro, às margens do Rio Vermelho, próximo à entrada do Rio Ponte de Pedra, na região da Rodovia do Peixe.

De acordo com informações preliminares da perícia, a vítima foi encontrada de bruços, com o rosto desfigurado, além de lesões nos dedos e hematomas na região íntima, levantando indícios de violência. O corpo estava preso a galhos às margens do rio e já apresentava avançado estado de decomposição.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Politec, Polícia Civil e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) atenderam a ocorrência. Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte.
Assim como no outro caso, o material genético foi coletado, porém nenhum possível familiar compareceu para auxiliar na identificação da vítima.
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