
O facekini, um acessório de proteção facial contra o sol que se tornou tendência em países como China e Coreia do Sul, começa a aparecer no litoral brasileiro. Apesar do sucesso internacional e dos benefícios para a saúde da pele, muitos banhistas brasileiros ainda resistem à novidade.
O facekini cobre quase todo o rosto e é usado principalmente para evitar danos causados pelo sol. Na China, onde ter uma pele bronzeada não é desejado culturalmente, as vendas desse produto aumentaram 50% no último ano. No entanto, nas praias brasileiras como as de Santos em São Paulo — conhecidas por valorizar o bronzeado — a recepção tem sido mista.
A dermatologista Júlia Mendes explica que acessórios como o facekini podem ser eficazes na prevenção do câncer de pele e envelhecimento precoce. Ela destaca que áreas frequentemente esquecidas durante a aplicação do protetor solar são protegidas pelo uso dessa máscara.
Apesar das vantagens apresentadas pelos especialistas em saúde da pele, muitos frequentadores das praias preferem métodos tradicionais de proteção solar ou simplesmente buscam manter suas rotinas habituais sob o sol tropical. O debate sobre adotar ou não esta moda continua enquanto alguns veem potencial nos benefícios à saúde oferecidos pelo facekini.
Enquanto isso, vendedores ambulantes relatam curiosidade crescente entre turistas e moradores locais sobre esse item peculiar. Contudo, até agora ele permanece mais uma curiosidade importada do que uma tendência consolidada no Brasil.


