
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em uma criação doméstica de aves no município de Acorizal, em Mato Grosso. A confirmação foi divulgada após análises laboratoriais realizadas em amostras coletadas na propriedade, onde o criador havia relatado a morte repentina de aves.
O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, em Campinas (SP), e, a partir disso, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) deu início às medidas sanitárias previstas em protocolo nacional. Desde o dia 16 de janeiro, cerca de 30 servidores atuam em regime de plantão contínuo na região.
Entre as ações adotadas estão a instalação de barreira sanitária para controle de acesso à propriedade, o abate sanitário de todas as aves do local, o enterrio adequado das carcaças e a desinfecção completa das estruturas utilizadas na criação. Além disso, o Indea intensificou a fiscalização em propriedades localizadas em um raio de três quilômetros da área afetada e ampliou o monitoramento em um perímetro de até dez quilômetros.
Mato Grosso está em situação de emergência zoossanitária desde dezembro, após a confirmação de um foco da doença em Cuiabá. Esse caso já foi controlado e a área permanece em vazio sanitário por 28 dias, conforme determina a legislação. Segundo o Indea, o novo registro em Acorizal não afeta a avicultura comercial do estado, por se tratar de uma criação de subsistência, sem impacto nas exportações.
As autoridades sanitárias reforçam que o consumo de carne de frango e ovos continua seguro, já que a gripe aviária não é transmitida por meio desses alimentos.
Em nível nacional, o Brasil mantém seis investigações em andamento para síndromes respiratórias e nervosas em aves, que podem indicar gripe aviária, Doença de Newcastle ou outras enfermidades. Somente nos primeiros 19 dias de 2026, foram realizadas 63 investigações, com coleta de 17 amostras. Até o momento, o caso de Acorizal é o único confirmado neste ano.


