
O senador Wellington Fagundes (PL) esteve ao vivo, na manhã desta segunda-feira (05), nos estúdios da Rádio Jovem Pan sul Mato-Grossense em Rondonópolis (MT), a qual integra o Grupo Agora de Comunicação, em parceria com o portal AGORAMT. Durante a entrevista, o parlamentar comentou a atual situação da Venezuela, os reflexos da crise no Brasil e os possíveis impactos diretos para Mato Grosso, além de abordar temas como segurança pública, economia, política social e infraestrutura.
Ao analisar o cenário venezuelano, Fagundes classificou o regime de Nicolás Maduro como uma ditadura responsável por provocar o colapso social e econômico do país vizinho, forçando milhares de pessoas a deixarem suas casas em busca de sobrevivência em nosso país. Segundo o senador, o Brasil já recebeu cerca de 400 mil venezuelanos, o que gera reflexos diretos nos serviços públicos, principalmente em estados da região Centro-Oeste, como é o caso do Mato Grosso.

“Não dá para um país apoiar quem está matando o próprio povo, que passa fome e não tem emprego. Isso gera consequências para toda a América do Sul, inclusive para o Brasil”, afirmou o senador.
O parlamentar criticou o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao governo venezuelano e afirmou que apoiar regimes autoritários pode trazer consequências diplomáticas, econômicas e sociais ao país. Para ele, a crise na Venezuela deixou de ser um problema interno e passou a impactar toda a América do Sul.
Fagundes também destacou que o avanço do narcotráfico em países vizinhos contribui para o fortalecimento do crime organizado no Brasil. Segundo ele, o enfrentamento à criminalidade precisa ser feito de forma integrada, com investimentos em segurança, tecnologia, valorização dos policiais e fortalecimento das políticas sociais. O senador citou o crescimento dos índices de feminicídio em Mato Grosso como reflexo da desigualdade social e da ausência de políticas públicas eficazes.

“Em Mato Grosso, temos mais de mil policiais aguardando para serem chamados pelo governo. Segurança pública exige presença do Estado, investimento em pessoal e melhores condições de trabalho para aqueles que todos os dias, deixam suas famílias em casa e se colocam na linha de frente”, ressaltou o senador.
Já na área econômica, Wellington defendeu ainda a diversificação dos mercados internacionais para reduzir a dependência de poucos países compradores das commodities brasileiras. Ele alertou para os riscos de sanções e taxações, como as impostas recentemente pela China à carne brasileira, e destacou a importância da diplomacia para ampliar relações comerciais, especialmente com países da Ásia.
O senador também abordou a necessidade de verticalizar a produção agropecuária em Mato Grosso, defendendo a industrialização local como forma de gerar empregos de qualidade, reter renda no Estado e oferecer oportunidades aos jovens. Segundo ele, educação técnica, qualificação profissional e tecnologia são pilares fundamentais para o desenvolvimento regional.
Durante a entrevista, o senador reforçou a importância do diálogo entre os poderes e com o funcionalismo público, defendendo uma gestão mais próxima das regiões e atenta às desigualdades, como as enfrentadas pela Baixada Cuiabana e o Pantanal.
Por fim, o parlamentar afirmou que o cenário político nacional e internacional exige atenção redobrada dos gestores públicos, especialmente em ano pré-eleitoral como agora e destacou que decisões tomadas no campo diplomático e social podem impactar diretamente a vida dos brasileiros e principalmente dos mato-grossenses, se feitas sem organização política e administrativa adequada.


