
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) segue como um dos principais mecanismos de socorro imediato à população em Rondonópolis. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, o serviço atende diariamente dezenas de chamados, com foco exclusivo em situações de urgência e emergência.
Apesar de uma leve redução nos atendimentos em janeiro deste ano, os números ainda preocupam. Segundo o coordenador técnico do SAMU Regional, Cleber José dos Santos, em entrevista realizada pelo repórter Adilson Oliveira, da TV Cidade Record, emissora que integra o Grupo Agora de Comunicação, ao qual o Portal AgoraMT também faz parte, ao todo foram registrados 403 atendimentos em janeiro de 2025, enquanto no mesmo período de 2026 o total foi de 372 ocorrências.
Mesmo com a queda pontual, o volume geral permanece elevado. Atualmente, o SAMU realiza cerca de 1.500 atendimentos por mês na cidade, sendo aproximadamente 500 relacionados a acidentes de trânsito.
“Infelizmente é um número muito grande em relação aos acidentes que temos na cidade. Mesmo com a redução em janeiro, ainda é um índice alto e preocupante”, afirmou o coordenador.
Dados apontam que entre 60% e 70% das ocorrências atendidas pelo SAMU são de natureza viária. Em média, o serviço atende de 15 a 20 acidentes por dia, o que pode chegar até 500 registros mensais.
A estrutura do SAMU em Rondonópolis conta atualmente com cinco ambulâncias operando em regime de 24 horas — sendo uma unidade de suporte avançado, três de suporte básico e uma reserva. As equipes são formadas por médicos, enfermeiros, técnicos e socorristas, preparados para atuar em casos de trauma, ferimentos graves e situações com risco de morte.
Segundo Cleber, o alto número de acidentes impacta diretamente o sistema de saúde. “Isso acaba gerando superlotação nos hospitais, custos para o município e o estado, além de sequelas graves nas vítimas. Muitas pessoas ficam com limitações permanentes, e isso afeta também as famílias”, explicou.
Entre as principais causas dos acidentes, a imprudência no trânsito aparece como fator predominante, especialmente o excesso de velocidade. O uso de bebidas alcoólicas também é apontado como agravante nas ocorrências.
Outro ponto de preocupação destacado pelo coordenador é o número de trotes recebidos pelo serviço. De acordo com ele, muitas chamadas falsas são feitas, principalmente por crianças e adolescentes, o que prejudica o atendimento de casos reais.
“Quando uma equipe é deslocada para uma ocorrência que não existe, deixamos de atender alguém que realmente precisa. É uma brincadeira de mau gosto que pode custar vidas”, alertou.
O SAMU reforça o pedido para que a população utilize o número 192 com responsabilidade e orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso do telefone por crianças e adolescentes.


