
Após a repercussão do desaparecimento de Maria Eduarda Pereira Soares, de 22 anos, a Polícia Civil esclareceu oficialmente o caso na manhã desta quarta-feira (11). Segundo o delegado regional, Santiago Sanches, trata-se de um desaparecimento voluntário, e não há indícios de crime.
De acordo com o delegado, assim que o boletim de ocorrência foi registrado pela família, a Delegacia de Polícia Civil de Pedra Preta iniciou as investigações, especialmente diante das diversas versões que começaram a circular nas redes sociais, incluindo hipóteses de sequestro, tráfico humano e até tentativa de suicídio.

“Dois dias antes do sumiço, ela pediu demissão do emprego voluntariamente e escreveu uma carta de despedida. Apuramos que ela tomou uma van com destino a Cuiabá e embarcou em um voo para Porto Alegre. Também constatamos que já houve contato com a família. A princípio, descartamos qualquer tipo de crime”, afirmou o delegado.
Segundo a Polícia Civil, todas as hipóteses levantadas inicialmente foram descartadas após as investigações.
Ainda conforme apurado, Maria Eduarda deixou Pedra Preta por vontade própria em busca de uma nova oportunidade profissional. Informações indicam que ela estaria em Porto Alegre, possivelmente para tentar uma oportunidade como escritora, que segundo a família, se trata de um sonho antigo da jovem.

O caso ganhou grande repercussão após ela deixar um bilhete de despedida na residência onde morava com o marido e descartar o número telefonico, interrompendo qualquer tipo de contato com o então marido e familiares, o que aumentou a preocupação.
O marido da jovem, que é policial, e a mãe, policial penal, também realizaram buscas por conta própria na tentativa de localizá-la. Com o avanço das investigações, foi confirmado que Maria está bem.
A Polícia Civil reforçou que todo desaparecimento é investigado, mas há casos em que a saída ocorre de forma voluntária, como neste episódio.
Com isso, o caso está oficialmente encerrado pelas autoridades.
Entrevista com delegado na íntegra:


