
O Governo Federal mudou as regras de como o fundo de aposentadoria do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Rondonópolis (IMPRO) pode ser investido e isso afeta diretamente o futuro dos servidores. A nova Resolução nº 5.272, do Conselho Monetário Nacional, restringe as opções de investimento dos Regimes Próprios de Previdência, como é o caso do IMPRO.
Na prática, a regra força os institutos a concentrar aplicações em títulos públicos federais e reduz a liberdade de decisão local.

Segundo o diretor executivo do Instituto, Danilo Ikeda, a medida representa um risco sério para o sistema. “Essa resolução do governo federal é um absurdo. Um verdadeiro retrocesso para os regimes de previdência do servidor. O governo federal quer nos colocar no mesmo caminho do INSS: déficit financeiro e falta de sustentabilidade futura. Pensando em uma alternativa, eu procurei o prefeito para nos ajudar a encontrar uma solução.”
Ainda segundo Danilo Ikeda, o problema não é apenas institucional. É financeiro também. Quanto menor a liberdade para buscar alternativas de investimento responsáveis, maior o risco de queda na rentabilidade. E se a rentabilidade diminui, o sistema pode ficar mais caro no futuro.
E quando fica mais caro, quem paga a conta é o Município. Isso pode significar menos recursos para outras áreas importantes. O servidor quer segurança. Quer garantia de que sua aposentadoria estará protegida. Mas segurança não se constrói tirando autonomia de quem está mais próximo da realidade local.


