O Ministério da Saúde anunciou a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) de um leitor óptico chamado PreemieTest, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O dispositivo ajuda a avaliar a idade gestacional e a maturidade pulmonar de bebês prematuros analisando a pele do recém-nascido.

O exame é rápido, indolor e não utiliza radiação: uma pequena sonda é colocada no pé do bebê e, em segundos, fornece informações que ajudam médicos a decidir se o recém-nascido precisa de suporte respiratório, internação em UTI neonatal ou transferência para hospital especializado.
A tecnologia é especialmente útil em áreas remotas ou com poucos recursos, onde muitas vezes não há ultrassom ou informações confiáveis sobre a gestação. Entre 2024 e 2025, o Brasil registrou mais de 487 mil nascimentos prematuros (12,3% do total).
Após a validação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), o governo terá até 180 dias para começar a distribuir os aparelhos na rede pública. O dispositivo já foi testado em várias regiões do país, inclusive em territórios indígenas da Amazônia, mostrando boa aceitação pelas equipes de saúde.
A nova tecnologia não substitui o pré-natal nem o acompanhamento médico, mas pode ajudar a tomar decisões rápidas que aumentam as chances de sobrevivência e reduzem complicações em bebês prematuros.


