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DEVIDO A VOLTA ÀS AULAS

Atendimento infantil registra alta por doenças respiratórias em Rondonópolis; médico orienta sobre sintomas

Fluxo foi reorganizado e unidades básicas passam a atender casos leves sem agendamento

FONTE
Via: Ana Clara Costa | TV Cidade Record

Na manhã desta sexta-feira (20), a equipe de reportagem do Grupo Agora de Comunicação esteve no Pronto Atendimento Infantil de Rondonópolis, conhecido popularmente como “Peazinho Infantil”, para entender o aumento expressivo na procura por atendimentos médicos. Em entrevista, o diretor técnico da UPA, Rafael Mistrinel, explicou que a alta está diretamente ligada ao período sazonal de doenças respiratórias, intensificado com a volta às aulas.

Imagem: ahdva Atendimento infantil registra alta por doenças respiratórias em Rondonópolis; médico orienta sobre sintomas
Rafael Mistrinel, diretor técnico da UPA – Foto: Ana Clara Costa/TV Cidade/AGORAMT

Segundo o médico, após o período de férias, quando as crianças permanecem em ambientes mais controlados, o retorno ao convívio escolar favorece a circulação de vírus. “A criança entra em contato com outras e, por uma questão fisiológica, ainda não tem a imunidade completamente desenvolvida. Isso faz com que ela apresente sintomas respiratórios para criar essa defesa”, destacou.

Entre os sintomas mais comuns estão febre, tosse e coriza. Já os sinais de alerta incluem falta de ar, tosse persistente e febre prolongada, situações que exigem maior atenção médica.

Diante do aumento da demanda, a Secretaria Municipal de Saúde reorganizou o fluxo de atendimento para evitar a sobrecarga nas unidades de urgência. Agora, crianças com sintomas leves podem procurar diretamente os postos de saúde, sem necessidade de agendamento. Nesses locais, é realizada uma triagem inicial por enfermeiros, seguida de atendimento médico e reavaliação em até 48 horas, se necessário.

Caso o quadro evolua para maior gravidade, o paciente é encaminhado ao Pronto Atendimento Infantil, que funciona 24 horas. Além disso, quatro unidades da cidade, sendo na Vila Olinda, Vila Itamaraty, Cidade de Deus e Jardim Vila Rica, passaram a oferecer atendimento em terceiro turno, das 18h à meia-noite, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde.

Apesar da reorganização, o impacto já é sentido no volume de atendimentos. De acordo com Rafael, houve um aumento de quase 300% na procura. “Antes, atendíamos cerca de 150 pacientes em 24 horas. Hoje, são quase 500 por dia”, afirmou.

Mesmo com a alta demanda, a unidade segue respeitando os tempos de espera recomendados pelo Ministério da Saúde. Pacientes classificados como casos leves (verde), que podem aguardar até 120 minutos, estão sendo atendidos, em média, entre 50 e 60 minutos. Já os casos moderados (amarelo), com prazo de até 60 minutos, recebem atendimento entre 20 e 30 minutos.

A orientação das autoridades de saúde é clara, em casos leves, a população deve procurar as unidades básicas de saúde, que estão preparadas para atender a livre demanda. A medida busca garantir agilidade no atendimento dos casos mais graves e evitar a sobrecarga do Pronto Atendimento Infantil.

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